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Ciência & Saúde

Voluntários confeccionam máscaras transparentes para surdos

Ministérios de igrejas tem ajudado a distribuir material para deficientes auditivos.

Michael Caceres

Publicado

em

Erica Bacchetti doa os equipamentos de proteção individual transparentes, que deixam os lábios visíveis (Divulgação)

A necessidade de inclusão de deficientes auditivos em meio as medidas de prevenção ao Covid-19 tem levado voluntários a buscar alternativas para o uso das máscaras, que tornaram-se barreiras para a comunicação destas pessoas, que precisam observar lábios e expressões.

Como somente uma parcela da população conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras), os deficientes usam a leitura labial para entender o que está sendo dito. É por isso que as máscaras têm dificultado ainda mais a vida desta parcela de brasileiros.

Uma alternativa que passou a ser adotada, e que vem sendo comemorada, é a confecção de máscaras transparentes, que protegem do vírus e não impedem a compreensão de quem tem algum tipo de deficiência auditiva. Alternativa que vem sendo adotada até mesmo por membros de igrejas.

Renata Sabbat, 46 anos, é uma das voluntárias que tem confeccionado e doado máscaras personalizadas na igreja que frequenta. Servidora pública, Renata conta com a ajuda da tia, que é costureira, e juntas produzem máscaras para o grupo de surdos da igreja que frequenta, no Distrito Federal.

“A ideia surgiu quando eu li uma reportagem sobre uma moça no exterior que tinha feito máscaras para surdos com a parte da boca transparente. Como na nossa igreja tem o grupo de surdos, eu também me preocupei com eles”, disse ao Correio Braziliense.

Para a confecção das máscaras, as voluntárias utilizaram TNT, arame e plástico transparente, de forma que o material ficasse confortável para o uso.

“A resposta dos surdos foi ótima. Eles pegaram não só para si, como também para os intérpretes”, disse sobre as primeiras doações.

Darlene Contaifer, coordenadora do ministério para surdos da igreja, relatou a emoção que sentiu com o gesto, destacando a necessidade de inclusão do deficiente auditivo, que precisa ser visto e ajudado.

“O surdo precisa de algo próprio dele. Ele está dentro da comunidade e precisa de visibilidade”, disse.

A intérprete em Libras afirma que o isolamento social imposto para tentar impedir o avanço do coronavírus prejudica a interação dos deficientes.

“Por isso, reforçamos esse contato deles com a associação da igreja. A gente tenta se reunir online e conversar com eles pelas redes sociais”, diz.

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