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Vacinações no Brasil começam enquanto país enfrenta escassez de ingredientes para vacinas

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O Brasil deu início a um programa nacional de imunização COVID-19 na segunda-feira, distribuindo doses de uma vacina da chinesa Sinovac Biotech após uma autorização de uso emergencial, embora o ritmo da vacinação dependa de importações atrasadas.

Vacinações no Brasil começam enquanto país enfrenta escassez de ingredientes para vacinas

Foto: (reprodução/internet)

Escassez de ingredientes

Após semanas de contratempos, muitos brasileiros aplaudiram a primeira onda de vacinas, de clínicas movimentadas em São Paulo a uma foto espetacular planejada aos pés da estátua do Cristo Redentor com vista para o Rio de Janeiro.

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O Ministério da Saúde deu luz verde aos estados para iniciar a imunização às 17h (horário de Brasília). Embora alguns tenham começado a administrar vacinas antes disso, a maioria dos 26 estados brasileiros ainda não tinha recebido os embarques de vacinas até a noite de segunda-feira, atrasando o início das vacinações para idosos e profissionais de saúde da linha de frente.

Minutos depois de a Anvisa ter aprovado a vacina contra o Sinovac no domingo, Mônica Calazans, enfermeira paulista de 54 anos, foi a primeira pessoa a ser vacinada no país, sob o olhar do governador paulista João Dória.

No domingo, a Anvisa aprovou o uso emergencial da vacina Sinovac e uma da AstraZeneca Plc, embora um plano para obter 2 milhões de doses da vacina AstraZeneca tenha sido prejudicado pela falta de aprovação de exportação da Índia.

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Esse foi um dos vários obstáculos que ameaçavam desacelerar os já atrasados ​​esforços de imunização do Brasil, à medida que os parceiros de fabricação locais de ambos os fabricantes de vacinas esperam ingredientes ativos do exterior para preencher e terminar as doses para distribuição.

O Instituto Butantan, administrado pelo estado de São Paulo, precisa de outro carregamento de ingredientes da Sinovac até o final do mês para atingir sua meta de 46 milhões de doses até abril, disse o chefe do instituto em entrevista coletiva.

O centro biomédico Fiocruz, financiado pelo governo federal, no Rio de Janeiro, ainda aguarda o primeiro embarque de ingredientes para a vacina da AstraZeneca, aguardando a aprovação chinesa para exportação.

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, repreendeu Doria no domingo pelo que chamou demanobra de marketing ilegal para permitir que as vacinas comecem em São Paulo antes do lançamento oficial.

Bolsonaro, que insultou Doria sobre a decepcionante eficácia de 50% da vacina Sinovac em testes brasileiros, acrescentou uma crítica indireta na segunda-feira.

“Então está aprovado para uso no Brasil. É a vacina do Brasil. Não pertence a nenhum governador”, disse ele a partidários fora do palácio presidencial.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters