Siga-nos!

Opinião

Uma breve análise da possível guerra entre os EUA e o Irã

Não há diálogo com quem avilta os direitos humanos universais e pratica terrorismo.

Maycson Rodrigues

Publicado

em

Bases americanas atacadas no Iraque. (Foto: Reprodução / Al Jazeera)

Faremos uma análise política bastante objetiva dos acontecimentos, tendo por base a apuração dos fatos e a percepção da realidade em torno do tema. As ameaças de guerra não podem ser compreendidas somente pelo campo da disputa do petróleo, pois quem vai nessa linha acaba comprando o pacote reducionista dos políticos e jornalistas democratas americanos.

Até para se denunciar um imperialismo intencionado pelo governo Trump, é preciso de um profundo senso de vira-lata, uma vez que, geralmente, os brasileiros especificamente progressistas que vivem no Brasil e que compram facilmente este tipo de narrativa, pouco ou quase nada sabem da política americana.

Outra questão importante para deixarmos registrado no artigo: em novembro tem eleições presidenciais nos EUA.

A premissa mais adequada, a meu ver, é a seguinte: temos um país livre e democrático em conflito evidente com um país opressor e teocrático. Um país garante a liberdade do indivíduo, e o outro ainda condena a morte mulheres que cometem adultério. Você vai mesmo argumentar na lógica de “mocinho e vilão”?

Outro ponto crucial: Israel. O único país não islâmico e não predominantemente habitado pela população árabe estabelecido no Oriente Médio. Os descendentes de Jacó estão cercados pelos filhos de Esaú.

O general iraniano Qasem Soleimani, morto em um ataque de um drone norte-americano, articulava ondas de ataques de milícias contra Israel, além de ter sido responsável pela morte de centenas de americanos no Iraque. Ao impedi-lo, os EUA conseguiram enfraquecer toda uma agenda terrorista disfarçada de revolucionária e contra um imperialismo ocidental.

Vale informar ao leitor que, neste Irã que é vendido politicamente como um país “seguro e pacífico, que está apenas se defendendo dos verdadeiros monstros deste mundo”, existem relatos de jornalistas como Leonardo Coutinho, que é especialista em política internacional, onde são citadas diversas execuções em praça pública fazendo uso de uma das modalidades de tortura mais cruéis que se possa imaginar.

Os enforcamentos no Irã acontecem da seguinte maneira: uma corda é presa ao pescoço do condenado e ele é alçado num guindaste. Não se trata de um enforcamento clássico, onde a pessoa é suspensa de um banco ou uma escada falsa e quebra imediatamente o pescoço. O Estado Iraniano ergue a pessoa no guindaste, e a deixa ali agonizando até morrer por asfixia. Eles ficam ali por horas se debatendo e isso, segundo Coutinho, é assistido pelas pessoas em praça pública e muitas delas festejam este tipo de prática. No Irã, existem ainda apedrejamentos, prisões perpétuas, prisões e execuções capitais.

Os direitos das mulheres são totalmente desrespeitados, assim como o das minorias. Há homossexuais progressistas postando no Twitter em defesa do Irã, e que bom que o fazem daqui do Brasil; pois, se estivessem lá, já seriam mortos apenas por existirem.

Não há direitos humanos nem democracia, muito menos liberdade neste país. Dezenas de cidadãos morreram pisoteadas ainda no enterro do general! Como alguém ainda consegue afirmar que o Irã é vítima de alguma coisa?

Esta guerra dificilmente vai acontecer. Quem está mais inteirado das informações sabe que o Irã não pensa em medir força com os norte-americanos porque simplesmente poderiam ser impedidos e paralisados em questão de horas – e não estou falando da população, mas, sim, das forças militares que praticam mais terrorismo do que qualquer outra coisa.

No entanto, compreendo a apreensão de muitos e acredito que o caminho deveria ser outro, porém não pelo “diálogo”. Não há diálogo com quem avilta os direitos humanos universais e pratica terrorismo. Não há diálogo com um Aiatolá que deseja a extinção de um povo (no caso, o judeu).

Não diálogo com quem suprime as liberdades individuais e que ainda mata barbaramente cidadãos em praça pública. É como tentar dialogar com Hitler. Os democratas americanos e os progressistas brasileiros (os “mente de vira-lata”) tentam fazer colar a ideia de que o Trump é o Hitler da história, mas estes são os mesmos que planejam ou sonham passar as rias em Orlando, ao invés de passarem no Teerão.

Trump não é Jesus, assim como Bolsonaro não é Messias. Agora, entre a liberdade e a democracia e a opressão e o terrorismo, eu prefiro ainda a primeira opção, mesmo que esta seja repleta de exageros e imperfeições.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

Trending