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Tropa de elite de Maduro matou 14 pessoas por dia em 2018, diz ONU

Relatório aponta uma série de violações dos direitos humanos.

Michael Caceres

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Nicolás Maduro. (Foto: Yuri Cortez / AFP)

Um relatório do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quinta-feira (4) mostra que a Força de Ação Especial da Polícia Nacional Bolivariana (Faes), criada pelo ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi responsável pela morte de mais de 5,7 mil pessoas no ano passado.

O grupo foi criado por Maduro supostamente para “combater o crime e o terrorismo”, mas tem promovido execuções, incluindo a morte de 1,5 mil pessoas neste ano. A oposição considera o Faes um esquadrão da morte do regime e o maior responsável pela violação de direitos humanos no país.

A ONU afirma que em média foram 14 pessoas mortas por dia pela força policial somente em 2018. As mortes foram documentadas pela Justiça venezuelana como resistência à ação policial, mas em muitos casos drogas são plantadas nas vítimas para forjar denúncia por narcotráfico, segundo as Nações Unidas.

O caso foi levantado pela ONU após a Alta Comissária da organização para direitos humanos, Michelle Bachelet, vistar a Venezuela no mês passado para investigar possíveis violações atribuídas ao regime de Maduro.

Bachelet afirma no relatório que registrou 66 mortes nos protestos contra a ditadura chavista. Destas, 52 foram de opositores ao regime.

A Alta Comissária também afirma em seu relatório que 793 pessoas foram presas por se opor ao regime, sendo 22 delas parlamentares de oposição.

“Poucas pessoas recorrem à Justiça por medo de retaliação ou por desconfiança nas instituições”, diz o texto.

Ainda segundo o relatório, os venezuelanos, principalmente mulheres, ficam em média dez horas em filas esperando por alimentos.

No documento, ao menos 157 pessoas morreram por faltas de insumos médicos no país em 2019.

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