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Surto de coronavírus no Brasil acelera novamente conforme os casos se aproximam de 6 milhões

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O Brasil deve aprovar 6 milhões de casos confirmados de COVID-19 na sexta-feira, quando o terceiro pior surto de coronavírus do mundo começa a surgir novamente em meio a temores de que uma segunda onda esteja em andamento.

Surto de coronavírus no Brasil acelera novamente conforme os casos se aproximam de 6 milhões
Foto: (reprodução/internet)

A aceleração do surto

A nação sul-americana se juntará aos Estados Unidos e à Índia como os únicos países que ultrapassaram a marca de 6 milhões. Com quase 170.000 mortes confirmadas, o Brasil tem o segundo maior número de mortes do mundo.

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Após três meses de queda nos números desde o pico no final de julho, as infecções estão aumentando novamente, mostram dados do governo.

Muitos lugares foram bloqueados depois que o vírus apareceu pela primeira vez no Brasil em fevereiro, mas a vida nas maiores cidades em grande parte voltou perto da normalidade pré-pandêmica nas últimas semanas, com bares, restaurantes e lojas cheios de gente, muitas vezes sem máscaras.

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Nos últimos dias, São Paulo e Rio de Janeiro registraram um aumento nas internações de pacientes com COVID-19. No Rio, nesta semana, 90% das unidades de terapia intensiva de hospitais públicos estavam ocupadas, segundo a secretaria de saúde do estado do Rio.

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São Paulo relatou um aumento de 18% nas internações por COVID-19 nesta semana e suspendeu o desmantelamento de UTIs.

Segundo dados do Imperial College London divulgados esta semana, a taxa de contágio do COVID-19 atingiu 1,1 no Brasil, após várias semanas abaixo da marca de 1 que representa uma desaceleração do contágio.

O Brasil atingiu um pico de carga diária de casos de pouco mais de 69.000, com cerca de 1.600 mortes, em 29 de julho. No final de outubro, o vírus parecia estar sob controle, com médias caindo para 20.000 casos e 425 mortes por dia.

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Mas desta semana até quinta-feira, a média de mortes diárias subiu para 480 e os casos para 26.500.

“O sinal mais importante é que a média móvel dos casos se inverteu nas últimas duas semanas”, disse Marcelo Gomes, pesquisador de saúde pública do Centro Biomédico da Fiocruz.

Gomes disse que as próximas semanas dirão se os números do Brasil se estabelecerão em um novo patamar ou se o país está entrando em uma segunda onda de contágio enquanto os brasileiros voltam às suas vidas normais.

“Agora corremos o risco de uma segunda onda sem sair da primeira”, disse o epidemiologista Roberto Medronho, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Medronho disse que os governos federal e estadual do Brasil não estão tomando medidas suficientes. 

O estado de São Paulo anunciou esta semana que instituirá precauções não especificadas em torno das celebrações do Ano Novo, mas que descartou outro bloqueio.

“Definitivamente, não estamos preparados”, disse Medronho.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters

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