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Ciência & Saúde

Saúde libera uso de cloroquina em casos leves de Covid-19

Pacientes devem assinar termo de consentimento.

Michael Caceres

Publicado

em

Jair Bolsonaro com uma caixa de cloroquina (Reprodução)

Após pressão do presidente da República, Jair Bolsonaro, o Ministério da Saúde finalmente liberou, nesta quarta-feira (20) o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para o combate ao coronavírus, incluindo em casos leves de Covid-19.

Até então, o protocolo que libera o uso pelo Sistema Único de Saúde (SUS) permitia a medicação apenas para casos graves da doença, o que vinha sendo criticado pelo presidente da República, que desde o início defende o uso do medicamento.

Como a cloroquina vinha apresentando bons resultados em alguns estudos para o tratamento da doença, o presidente chegou a pedir que o Exército iniciasse a produção em massa do remédio, apesar das críticas da grande mídia.

Alguns profissionais de saúde defendem que não há comprovação científica de que a cloroquina é capaz de curar o Covid-19, ainda que exista muitos relatos de que os resultados do uso do medicamento podem ter sido eficientes em diversos casos.

A recusa de dois ex-ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, de liberar o protocolo para uso da cloroquina gerou conflitos no governo, resultando em duas trocas no Ministério da Saúde em um curto período de tempo.

O novo protocolo mantém a necessidade de o paciente autorizar o uso da medicação e estabelece que o médico precisa decidir sobre a aplicação ou não do remédio, baseado em estudos técnicos. Um termo de consentimento, que deve ser assinado pelo paciente, ressalta que “não existe garantia de resultados positivos” que “não há estudos demonstrando benefícios clínicos”.

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