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Opinião

Quando os poderes não são harmônicos entre si, a democracia corre perigo

Fake news estão sendo usadas para justificar uma ditadura do judiciário.

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O que estamos vendo nos últimos dias não é normal. Me parece que um golpe está em curso no país.

Um jornalista que apoia o governo recebeu duas visitas da Polícia Federal, a mando do ministro Alexandre de Moraes, em menos de 20 dias. Isso não é corriqueiro ou de praxe; isso cheira perseguição política.

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Nós sabemos das consequências políticas de figuras públicas da direita brasileira que são alvo de busca e apreensão ou de quebra de sigilo bancário.

Na sociedade, a simples veiculação da notícia já soa que se trata de criminosos que estão sendo freados; contudo, não se há materialidade nem mesmo transparência na investigação, uma vez que nem os advogados de defesa possuem acesso à decisão judicial.

Isso é ruim e poderia acontecer com qualquer cidadão, sendo de pensamento conservador ou progressista. O problema é que somente os conservadores estão sendo acusados de produção sistemática de fake news – em especial contra figuras do STF – de forma controlada e subsidiada com dinheiro público.

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Você acha mesmo que, ainda que haja produções de fake news por parte de perfis de conservadores no Twitter, o mesmo não acontece em perfis de progressistas ressentidos com o resultado das eleições de 2018?

Agora, por que é que não temos uma abertura de inquérito que investigue também jornalistas que inclusive promovem a calúnia e difamação, como é o caso do senhor Ricardo Noblat, que recentemente postou uma charge onde o presidente é taxado de nazista?

A lei de Segurança Nacional foi utilizada para justificar o inquérito que perseguiu os jornalistas, políticos e formadores de opinião conservadores ou apoiadores do presidente da República. Isso em si já é um absurdo, mesmo envolvendo o grupo liderado pela ativista bolsonarista, Sara Winter.

Você pode impedir que os excessos aconteçam, mas não pode ser parcial no processo. O que Alexandre de Moraes está fazendo não é cumprir a lei, mas abusar de sua autoridade, criminalizando a opinião e chamando crítica de ameaça concreta.

O presidente Jair Bolsonaro prometeu uma reação, elevando o tom nas redes sociais. Espero que a reação seja concreta e dentro das regras democráticas, e que os poderes da República não sejam desequilibrados, de modo que tenhamos de fato uma democracia e não uma ditadura do STF.

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Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.