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Pesquisador do Brasil espera eficácia do CoronaVac entre idosos no mesmo nível de outros adultos

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Uma vacina COVID-19 desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech é provavelmente tão eficaz para idosos quanto para outros adultos, disse à Reuters um alto funcionário do instituto biomédico brasileiro que conduz testes em estágio final.

Pesquisador do Brasil espera eficácia do CoronaVac entre idosos no mesmo nível de outros adultos

Fonte: (Reprodução/Internet)

As expectativas

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Ricardo Palacios, diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan, disse que suas expectativas se baseavam em um estudo de Fase 1 e 2 da vacina, chamado CoronaVac, com voluntários mais velhos na China, que está pendente de publicação.

Ele disse que os resultados desse estudo mostrarão que as respostas imunológicas foram tão disseminadas entre os participantes com 60 anos ou mais quanto entre 18 e 59 anos – cerca de 97% dos quais apresentaram resposta imunológica relacionada a anticorpos.

“A partir disso, podemos inferir que a idade não é um fator tão relevante na imunogenicidade e nem deveria ser para eficácia. É isso que esse fato parece sugerir”, disse Palacios em entrevista por telefone.

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Ele se recusou a comentar os dados de eficácia do estudo de Fase 3 do Brasil, que foi expandido para cerca de 13.000 voluntários em setembro, acrescentando participantes idosos.

Na semana passada, o Butantan adiou a divulgação dos resultados desse ensaio pela terceira vez, citando obrigações contratuais com a Sinovac e aumentando as preocupações sobre a transparência da pesquisa do fabricante chinês de vacinas.

Na semana passada, pesquisadores turcos estimaram que o CoronaVac foi 91,25% eficaz com base em uma análise provisória, mas um funcionário do Butantan disse que sua pesquisa mostrou eficácia entre 50% e 90%.

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Palacios disse que os resultados dos testes CoronaVac no Brasil e em outros países não puderam ser comparados ou consolidados devido aos diferentes critérios de seleção dos participantes.

O Butantan só usará os dados de seu ensaio no Brasil para buscar a aprovação da vacina pela Anvisa, disse ele.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters