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Pesquisa afirma que 25% dos europeus têm crenças antissemitas

Dados são preocupantes para a Liga Anti-Difamação (ADL)

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Judeus no muro das lamentações. (Foto: Anton Mislawsky / Unsplash)

A Liga Anti-Difamação (ADL) divulgou um novo relatório mostrando que o antissemitismo está crescendo na Europa Central e Oriental.

Segundo o estudo, um em cada quatro europeus (25%) mantém atitudes antissemitas “perniciosas e difundidas” em relação aos judeus. As conclusões são baseadas em uma pesquisa realizada em 28 países entre abril e junho de 2019 na Europa Oriental e Ocidental, Canadá, África do Sul, Argentina e Brasil.

Os pesquisadores descobriram que, embora o nível de antissemitismo na Europa Ocidental pareça permanecer constante, o Leste Europeu está se tornando cada vez mais hostil aos judeus.

“É profundamente preocupante que aproximadamente um em cada quatro europeus abrigue os tipos de crenças antissemitas que persistem desde antes do Holocausto”, disse Jonathan A. Greenblatt, CEO da ADL, segundo a CBN News.

Segundo ele, estes resultados mostram que é preciso fazer um trabalho mais amplo para “educar mais áreas da população em muitos desses países a rejeitar intolerância, além de atender às urgentes necessidades de segurança em que incidentes violentos estão surgindo”.

Os países com o mais alto nível de crenças antissemitas são a Polônia, a Ucrânia e a Hungria, onde mais de 40% dos entrevistados em cada país expressam atitudes negativas em relação aos judeus.

As crenças preconceituosas mais comuns são sobre o “poder judaico” sobre a economia e a “dupla lealdade”. Muitas pessoas pesquisadas também acreditam que os judeus falam demais sobre os horrores do Holocausto.

Vários países estão lutando para combater o antissemitismo, como na Alemanha e França. Não apenas os crimes físicos, mas também virtuais. Além disso, esses países estão tentando educar os alunos sobre a história e os perigos desse tipo de fanatismo.

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