Siga-nos!

Mundo

Oxigênio da Venezuela chega à cidade amazônica para pacientes com COVID-19

Publicado

em

Um comboio de cinco caminhões transportando oxigênio enviado pelo presidente venezuelano Nicolas Maduro chegou na noite de terça-feira à cidade brasileira de Manaus, onde os hospitais ficaram sem suprimentos em uma pandemia de coronavírus ressurgente.

Oxigênio da Venezuela chega à cidade amazônica para pacientes com COVID-19

Foto: (reprodução/internet)

A chegada do oxigênio

Leia também: Empresa brasileira planeja exportar vacina COVID russa para América do Sul

Os caminhões-reboque levaram dois dias para cobrir os 1.500 quilômetros (900 milhas) entre Ciudad Guayana e Manaus, capital do estado do Amazonas, cujo governador pediu ajuda em meio a um surto de infecções graves por coronavírus e uma incapacitante falta de tanques de oxigênio.

Médicos em hospitais lotados de Manaus disseram que os pacientes tiveram que compartilhar cilindros e alguns sufocaram quando o oxigênio acabou. A Força Aérea Brasileira voou com suprimentos de emergência no sábado para aliviar a crise humanitária.

Fique por dentro: Brasil não espera terminar vacinas AstraZeneca localmente até março

O governo brasileiro não disse nada sobre o carregamento venezuelano, que teve permissão para entrar no país na segunda-feira.

O gesto do esquerdista Maduro foi um tapa na cara do presidente de direita, Jair Bolsonaro, um crítico ferrenho do líder venezuelano, a quem ele chamou de “ditador”.

Bolsonaro está enfrentando críticas por sua forma de lidar com o surto, que já matou mais de 210.000 brasileiros – o pior número de mortos fora dos Estados Unidos – mesmo enquanto o presidente continua minimizando a gravidade do vírus.

Veja também: Nas profundezas da Amazônia remota, os indígenas indicam vacina contra o coronavírus

Despachando o que disse ser 136 mil litros de oxigênio no domingo, Maduro se referiu à crise em Manaus como “o desastre da saúde do Bolsonaro”.

Bolsonaro disse a apoiadores na segunda-feira que o oxigênio venezuelano era bem-vindo, mas atacou Maduro e sugeriu que ele se concentrasse em ajudar os venezuelanos.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters