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Opinião

Os maiores racistas são os que segregam em nome de uma “reparação histórica”

Os maiores racistas são aqueles que mais segregam, mais dividem, mais odeiam, mais agem com violência e injustiça.

Maycson Rodrigues

Publicado

em

Manifestante Black Lives Matter (Foto: Reprodução/YouTube)

A luta contra o racismo é mais que legítima, é urgente. Assim como a luta contra todas as injustiças sociais. Esta pauta não é de movimentos políticos ou sociais, mas do povo de Deus; somos nós que possuímos a maior ferramenta de transformação social que é o Evangelho, o único que pode remover o racismo dos corações daqueles que ocupam as estruturas sociais, políticas, religiosas etc.

Porém, o que temos visto nos EUA [e também no Brasil] é uma luta política que traz no seu bojo muito ódio, ressentimento e um profundo desejo de “dividir para conquistar” – o que é bastante segregacionista em sua essência.

Agora, vemos que ativistas pela causa antirracista estão tentando colocar os cristãos uns contra os outros em razão de uma questão racial e de classes, como se a lógica marxista – que é altamente discutível até no debate público em âmbito acadêmico – fosse universalmente considerada leitura última da realidade. Ainda que tenhamos outro pensamento filosófico que embase tal militância [creio que deva ter], sabemos que não se tratam de doutrinas que tratam do tema de forma definitiva.

A dita “reparação histórica” pode ser um instrumento argumentativo político que promove mais divisão, inclusive entre irmãos na fé. Aprendemos na Escritura que “Cristo é tudo em todos”, mas há ainda quem professe a fé cristã e tente tornar a luta de classes, racial, ou de gênero uma luta legítima do Evangelho, como se Jesus precisasse de militantes políticos para mudar a sociedade e promover a paz entre os homens.

Façam a política afirmativa que for. Programem novas leis e dê total acesso à educação para todos os considerados “minoria social”. Faça o que for necessário para promover todos os debates possíveis e imagináveis; aumente a difusão do tema nos veículos de imprensa e mídia; coloquem no poder políticos que canalizarão investimentos públicos na promoção da igualdade social, e sabe o que teremos? A presença insistente do racismo, do ódio, da violência e da desigualdade bem como injustiça social.

Porque o mal não está fora, nas estruturas da sociedade, mas dentro, no coração dos homens. A batalha pela redenção humana transcende a realidade política. E os que veem na figura de Jesus um “supremacista branco” não passam de racistas que no fundo odeiam a ideia de igualdade social em termos de cor e existência.

Os maiores racistas são os que mais segregam, mais dividem, mais odeiam, mais agem com violência e injustiça e tudo isso com a desculpa de estarem lutando por uma reparação histórica daquilo que não sentiram na pele e que, talvez, não sentirão jamais.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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