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Política

ONG liderada por pastor abre “covas” na areia da praia de Copacabana

Rio de Paz fez ato para protestar contra o governo federal.

Michael Caceres

Publicado

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Covas em Copacabana (Foto: Divulgação/Rio de Paz)

Uma Organização Não Governamental (ONG) chamada Rio de Paz realizou na última quinta-feira (11) um ato tentando responsabilizar o governo federal pelas mortes por coronavírus no país através da abertura de 100 buracos simbolizando “covas rasas” na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, simbolizando as mortes pela covid-19 no país.

A tal ONG é liderada por um pastor, chamado Antônio Carlos Costa, líder da Igreja Presbiteriana da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Ele avalia que o governo federal não tem metas e não está sabendo lidar com a crise, desconsiderando decisão do STF que impôs sob prefeitos e governadores autoridade para decidir sobre as medidas de combate à pandemia.

O ato foi realizado em frente ao Hotel Copacabana Palace, por volta das 4 horas da manhã, com dezenas de cruzes cravadas na areia e bandeiras do Brasil e cartazes pendurados. Antônio Carlos Costa afirma que as covas são uma alusão aos cemitérios lotados no país.

“O que nós esperamos com a manifestação é uma mudança dessa situação de crise. O que mais poderia ajudar agora é conhecer o cronograma, saber o que vai acontecer daqui a um, dois meses, para onde o país está indo. Mas não há metas, não há planejamento. Não houve um só momento que o presidente da República tenha expressado compaixão, solidariedade pelos que sofrem”, atacou.

No final da manhã, quando as covas estavam prontas, um grupo de cidadãos indignados parou para protestar contra o ato, lembrando que a responsabilidade pelas decisões contra o coronavírus são dos governadores e prefeitos. Um homem chegou a arrancar algumas das cruzes que haviam sido colocadas na areia.

As cruzes arrancadas foram recolocadas pelo pai de uma vítima do coronavírus, que teria morrido com 25 anos de idade após contrair a covid-19. O homem defendeu a manifestação contra o governo federal e criticou os cidadãos que protestavam contra o ato da Rio de Paz.

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