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Opinião

O perigo de um Jesus ao “gosto do freguês”

Um Cristo sem cruz.

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No tempo de Jesus, uma das características mais marcantes era a presença de inúmeras pessoas que se passavam por salvadores e messias, em face do grande desespero que o povo atravessava, com a opressão da ocupação da então região da Palestina pelo Império Romano, até a destruição do II Templo em Jerusalém no ano 70 da nossa era.

E o que, de fato, diferenciava Jesus de tantos falsos messias? Basicamente, dois pontos, muito bem ressaltados em um recente estudo bíblico que li de Ralph Drollinger, do Capitol Ministries. O primeiro ponto era a NATUREZA de Jesus e o segundo, a sua OBRA.

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Assim, no tocante à sua natureza, Jesus era DEUS e HOMEM ao mesmo tempo, sendo que nenhum outro messias naqueles tempos, tinha tal característica. Inclusive, muitos judeus não acreditaram em Jesus, pois não concebiam a possibilidade do próprio Deus se fazer presente entre nós por meio de uma figura humana.

Por outro lado, a obra de Jesus se deu por meio da cruz e sua ressurreição, trazendo salvação aos homens esperança, pois se esta se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens, como nos diz Paulo em 1 Coríntios 15:19.

É importante lembrar da natureza e da obra de Jesus, que são únicas, pois o que temos visto hoje é um monte de gente que fez de Jesus uma espécie de “fetiche”, de acordo com suas conveniências pessoais. Um exemplo vimos agora no enredo da escola de samba da Mangueira.

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Uma coisa é querer denunciar problemas sociais, querer atacar governantes o qual não se concorda, etc. Isso se insere dentro da democracia, da diversidade de ideias. Porém, outra coisa é querer usar a imagem de Jesus, um símbolo da fé de milhões, que é santo e que está em outro plano, para isso. É algo inconcebível.

Algo parecido vimos também no best-seller A CABANA, que foi lançado como livro e depois virou um filme de grande sucesso. Apesar da mensagem bonita do filme, apresenta um Jesus e um Espírito Santo totalmente diferentes daquilo que nos é apresentado na Bíblia.

Nestes exemplos e vários outros que poderíamos citar, busca-se inventar um Jesus fluido, subjetivo, bem ao gosto do freguês. Uma espécie de Jesus “gourmet”. Ou seja, uma fé vazia.

Creio que esse fenômeno muito presente hoje, se dá pelo ceticismo grande que vemos hoje na sociedade e pela atitude de muitos cristãos, visando até falar de Jesus para outras pessoas, porém apresentando um Evangelho fácil, sem compromisso, sem cruz. Falar em compromisso ou pecado é algo raro. Ou seja, busca-se vender um Jesus “palatável”.

Concluindo, com este texto não estou buscando ser “advogado” de Jesus. Ele obviamente não precisa disso. Ele é que é nosso advogado. Porém, creio que é importante que não achemos normal pessoas desrespeitarem a fé, ridicularizarem a figura de Jesus, criando fantasias que só existem na cabeça delas. O respeito mútuo deve ser algo a sempre ser buscado.

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Procurador, professor e escritor, batista e guitarrista amador. Nascido em Brasília. Casado com Andrea Tierno, 2 filhos.