Siga-nos!

Política

O Bolsonaro diz que a saída da crise do coronavírus é a cura, e não a vacina

Publicado

em

ANÚNCIO

O brasileiro Jair Bolsonaro disse na segunda-feira que seria mais fácil e barato investir em uma cura para a Covid-19 do que em uma vacina, em um claro sinal de que o presidente está cada vez mais se posicionando contra os programas de vacinação.

O Bolsonaro diz que a saída da crise do coronavírus é a cura, e não a vacina
Foto: (reprodução/internet)

“Vou dar minha opinião pessoal: não é mais barato e mais fácil investir na cura do que na vacina?” Bolsonaro disse a apoiadores fora do palácio presidencial em Brasília.

ANÚNCIO

Bolsonaro continua a promover o antimalárico cloroquina como uma cura

O presidente se recuperou da Covid-19 em julho com cloroquina minimizando repetidamente a gravidade do vírus e continua a promover o antimalárico como uma cura, apesar das evidências crescentes de que ele não funciona.

Veja também: Brasil vai estender implantação militar na floresta amazônica em cinco meses

No Brasil, mais de 150.000 pessoas morreram devido ao COVID-19, o segundo maior número de mortes no mundo, atrás dos Estados Unidos.

ANÚNCIO

A cloroquina também foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas caiu para baixo na lista de potenciais tratamentos globais para o novo coronavírus, pois os repetidos estudos científicos não conseguiram encontrar qualquer evidência significativa de sua eficácia.

Bolsonaro se mantem ‘firme’ contra as vacinas

“Eu sou um exemplo, tomei cloroquina, outros tomaram invermectina, outros tomaram Annita”, disse Bolsonaro referindo-se também a duas drogas antiparasitárias de amplo espectro.

Tudo indica que todos que tomaram uma dessas três alternativas no início foram curados”, acrescentou ele, sem fornecer qualquer evidência científica para apoiar sua declaração.

Nenhum dos medicamentos citados por Bolsonaro tem eficácia comprovada e nenhum está autorizado para o tratamento de COVID-19 na Europa, por exemplo.

Os comentários de Bolsonaro vêm no momento em que uma batalha política se acirrou entre o presidente e João Doria, o governador de São Paulo – o estado mais populoso e economicamente avançado do Brasil.

Leia também: Varejista brasileira Havan, de propriedade do apoiador Bolsonaro

Doria, possível concorrente de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022, posicionou seu estado para obter acesso rápido à vacina da Sinovac, empresa da China, que ele planeja lançar em um plano de vacinação em massa em meados de dezembro.

Bolsonaro afirmou semana passada que o governo federal não iria comprar a vacina chinesa, contrariando o seu próprio ministro da saúde, que afirmou que a vacina faria parte do plano de imunização do país.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News

Fonte: Reuters

ANÚNCIO