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Novos dados do Brasil mostram eficácia decepcionante de 50,4% para CoronaVac

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Uma vacina contra o coronavírus desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech foi apenas 50,4% eficaz na prevenção de infecções sintomáticas em um ensaio brasileiro, disseram os pesquisadores na terça-feira, o suficiente para aprovação regulatória e bem abaixo da taxa anunciada na semana passada.

Novos dados do Brasil mostram eficácia decepcionante de 50,4% para CoronaVac

Foto: (reprodução/internet)

Descepsionante 50,4% de eficácia

Os últimos resultados são uma grande decepção para o Brasil, já que a vacina chinesa é uma das duas que o governo federal planejou para iniciar a imunização durante a segunda onda do segundo surto de COVID-19 mais mortal do mundo.

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Vários cientistas e observadores criticaram o centro biomédico do Butantan por liberar dados parciais há poucos dias que geraram expectativas irrealistas. A confusão pode aumentar o ceticismo no Brasil em relação à vacina chinesa, que o presidente Jair Bolsonaro criticou, questionando suas “origens”.

“Temos uma boa vacina. Não é a melhor vacina do mundo. Não é a vacina ideal, disse a microbiologista Natalia Pasternak, criticando o tom triunfante do Butantan.

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Na semana passada, os pesquisadores brasileiros celebraram os resultados que mostraram eficácia de 78% contra casos de COVID-19 “leves a graves”, uma taxa que eles posteriormente descreveram como “eficácia clínica”.

Eles não disseram nada na época sobre outro grupo de infecções “muito leves” entre aqueles que receberam a vacina que não requeriam assistência clínica.

Ricardo Palacios, diretor médico de pesquisa clínica do Butantan, disse na terça-feira que a nova descoberta de eficácia mais baixa incluía dados sobre os casos “muito leves”.

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“Precisamos de melhores comunicadores”, disse Gonzalo Vecina Neto, professor de saúde pública da Universidade de São Paulo e ex-chefe da agência reguladora de saúde brasileira, Anvisa.

Divulgações graduais sobre os testes de vacinas chinesas em todo o mundo levantaram preocupações de que eles não estão sujeitos ao mesmo escrutínio público que as alternativas americanas e europeias.

Palacios e funcionários do governo do estado de São Paulo, que financia o Butantan, enfatizaram a boa notícia de que nenhum dos voluntários vacinados com CoronaVac precisou ser hospitalizado com sintomas de COVID-19.

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Especialistas em saúde pública disseram que só isso será um alívio para os hospitais brasileiros, que estão sofrendo com a pressão do aumento de cargas de casos. No entanto, vai demorar mais para conter a pandemia com uma vacina que permite tantos casos leves.

“É uma vacina que iniciará o processo de superação da pandemia”, disse Pasternak.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters