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Negro morto por policial nos EUA havia evangelizado comunidade carente

Morte de americano causou comoção em todo o mundo.

Michael Caceres

Publicado

em

Policial com joelho no pescoço de George Floyd (Reprodução)

As cenas chocantes de um negro chamado George Floyd sendo morto asfixiado por um policial nos Estados Unidos ganhou repercussão mundial e aos poucos a história por trás de mais uma vítima de racismo é revelada.

Agora se sabe que Floyd era conhecido por seu trabalho evangelístico em Third Ward, comunidade negra de Houston, Texas.

O homem de 46 anos viveu por boa parte de sua vida em Third Ward, antes de mudar para Minneapolis. Ele havia decido mudar por conta de uma oportunidade de emprego através de um programa de trabalho cristão.

Segundo o Christianity Today, George Floyd queria quebrar o ciclo de violência que havia entre os jovens da comunidade e usou sua influência para fazer discipulado e evangelismo, principalmente no projeto habitacional de Cuney Homes, conhecido localmente como “os tijolos”.

“George Floyd era uma pessoa de paz enviada pelo Senhor que ajudou o evangelho a avançar em um lugar em que nunca morei”, disse Patrick PT Ngwolo, pastor da Ressurreição de Houston, que prestava serviços em Cuney.

George Floyd em projeto evangelístico (Nijalon Dunn / Resurrection Houston)

Repercussão

A forma como Floyd morreu gerou grande repercussão, inclusive no Brasil, já que ele foi assassinado depois de ter sido algemado e ter o pescoço prensado contra o chão pelo joelho de um policial, enquanto avisava que não estava conseguindo respirar, sendo ignorado pelo agente de segurança.

Para o pastor Carlito Paes, líder da Igreja da Cidade em São José dos Campos (SP), apesar de a polícia ter um papel fundamental para a sociedade, é preciso agir para coibir, corrigir e punir os erros e crimes cometidos dentro da corporação.

“Todos precisamos da polícia, não se faz segurança pública e defesa de estado de direito sem defesa da ordem e do bem estar social! Contudo, a polícia também pode errar, e por isto existe em todo departamento de polícia uma corregedoria; que deve atuar para coibir, corrigir e punir os erros e apurar crimes”, disse.

Carlito também afirmou ao O verbo que não se pode negar a existência de racismo na polícia e na sociedade e que esse é um crime inaceitável.

Ele afirmou que George Floyd deveria ter sido conduzido para dentro da viatura e levado para a delegacia.

“Dizer que não existe racismo da polícia e na sociedade; será um tanto quanto ingenuidade! Racismo é crime inafiançável e é pecado. E, em especial pelos crentes, precisa ser denunciado e rechaçado! Sobre o crime em Minnesota, a cena é chocante em muitos sentidos e aspectos. Inaceitável! Depois do homem ser algemado e imobilizado precisava ser levado para delegacia e não para o necrotério”, criticou.

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