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Multidões no Rio choram homem morto pela polícia; sua filha os chama de ‘bandidos’

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Multidões se reuniram nesta terça-feira em um cemitério do Rio de Janeiro para enterrar Marcelo Guimarães, a última vítima a ser morta pela polícia no Brasil, lar de algumas das forças de segurança mais mortíferas do mundo.

Multidões no Rio choram homem morto pela polícia; sua filha os chama de 'bandidos'

Fonte: (Reprodução/Internet)

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A morte

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Guimarães foi morto na segunda-feira na entrada da favela Cidade de Deus, após deixar seu filho no primeiro dia de aula. Sua família disse que a polícia militar do Rio, conhecida por suas batidas mortais em bairros negros pobres, atirou nele de dentro de um veículo blindado quando ele passava em uma motocicleta.

A violência policial é um problema antigo aqui no Brasil, especialmente no Rio, onde vivem cerca de 17 milhões de pessoas. Agentes de segurança do estado mataram 1.160 pessoas entre janeiro e novembro de 2020, quase o mesmo número de todos os Estados Unidos.

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Os críticos acusam o presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, que mora há anos no Rio, de exacerbar a questão ao pedir à polícia que não tenha piedade dos criminosos que ele rotulou de “baratas”.

Em declarações aos jornalistas após o enterro, a filha de Guimarães, Vitória, acusou os policiais de terem assassinado o pai dela.

“Eles são os bandidos, os corruptos”, disse ela. “O governo mata pobres, negros, favelados e trabalhadores. Meu pai foi honesto. Eles não são.”

Em nota, a Polícia Militar do Estado do Rio disse que Guimarães foi pego em fogo cruzado durante um tiroteio.

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“No momento da ação, um motociclista que passava foi atropelado. Infelizmente, a vítima não sobreviveu aos ferimentos”, disse.

A polícia acrescentou que a segurança havia piorado na área recentemente e seus policiais foram alvejados. A morte está sob investigação, disse a polícia.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters

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