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Política

Ministro ensaia “manobra” nas “fake news” para cassar Bolsonaro no TSE

Modesto Carvalhosa havia alertado sobre dossiê para cassar mandato presidencial.

Michael Caceres

Publicado

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Alexandre de Moraes durante julgamento no TSE (Foto: Reprodução/TSE)

O inquérito ilegal comandado pelo ministro Alexandre de Moraes sobre pretexto de investigar “fake news”, ou notícias falsas, e ofensas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ser usado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cassar a chapa Bolsonaro e Mourão.

Integrante do TSE, Alexandre de Moraes pediu vistas no julgamento desta terça, 9 de junho, quando o Tribunal julgava suposto abuso eleitoral da chapa vencedora, devido a narrativa de que um grupo virtual chamado “Mulheres Unidas Contra Bolsonaro” teria sido invadido por hackers e teve seu nome alterado, o que não foi provado.

As Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) em análise foram apresentadas pela coligação Unidos para Transformar o Brasil (Rede/PV) e Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima e pela coligação Vamos Sem Medo de Mudar o Brasil (Psol/PCB) e Guilherme Castro Boulos

Não foi por acaso que o ministro pediu vistas, com o objetivo de trancar o julgamento. A manobra tem como objetivo ganhar tempo para que o Plenário do Supremo aprove o inquérito aberto pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, que passou para Alexandre comandar o inquérito, sem o sorteio que é praxe para a distribuição dos processos e sem o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), como dispõe na Constituição.

Moraes quer usar este inquérito para tentar levantar provas que justifiquem uma cassação do presidente e do vice-presidente, conforme já havia alertado o jurista Modesto Carvalhosa, que afirma que a intenção é formar uma espécie de dossiê contra os vencedores das eleições.

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