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Política

Gilmar Mendes diz que “Exército está se associando a genocídio”

Ministro do Supremo criticou presença de militares do Ministério da Saúde.

Michael Caceres

Publicado

em

Gilmar Mendes no STF. (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

Um dos mais criticados do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes acusou neste sábado (12) o Exército de estar se “associando a genocídio”, fazendo duras críticas aos ministros militares que estão em postos de comando do Ministério da Saúde.

Gilmar Mendes avaliou que a pasta vive um “vazio” de comando e considera que isso não é “aceitável” e diz que o papel do general Eduardo Pazuello como ministro interino há 57 dias seria “péssimo para a imagem das Forças Armadas.

“Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios”, disse.

O ministro ignora que foi o próprio STF quem tirou os poderes do presidente Jair Bolsonaro de decidir sobre a gestão da crise causada pelo coronavírus, mesmo sendo um tema de responsabilidade do Poder Executivo. Em abril a Corte decidiu que caberia aos estados e municípios impor regras sobre o combate à pandemia.

“Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso”, criticou.

A fala do ministro se deu em um debate online organizado pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público. Participaram do debate o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) e o médico Dráuzio Varella.

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