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Política

Marina Silva diz que Brasil pode deixar de ser uma “democracia ocidental”

Ex-ministra criticou o governo Bolsonaro e citou manifestações no Chile e na Bolívia.

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A ex-ministra  do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta quinta-feira (24) que Brasil está perto de cruzar “linha divisória de uma democracia ocidental” por conta de ações do governo Bolsonaro.

“O Brasil está vivendo uma situação muito delicada. Estamos à risca de atravessar a linha divisória de uma democracia ocidental. Não estamos vendo uma situação de normalidade”, disse.

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Com ataques contra o governo, a ex-candidata a Presidência da República disse que algumas ações beiram “uma linha divisória muito tênue de uma democracia ocidental”.

“Quando se diz que a defesa dos índios não deve ser exercida na demarcação de suas terras, no respeito à sua cultura, isso é uma inversão do papel do estado. Quando você não se compromete com a proteção dos direitos humanos, da população negra, da comunidade LGBT, dos segmentos mais frágeis, isso é uma linha divisória muito tênue de uma democracia ocidental”, disse.

Durante o Brazil Summit, evento realizado pela revista “The Economist”, Marina citou os protestos no Chile, na Bolívia e em outros lugares do mundo como um exemplo da insatisfação popular.

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“Nesse momento temos que juntar as pessoas. Não é questão de eleição, de nação. É só observarmos o que está acontecendo na Bolívia, Chile, mundo afora. O Brasil não pode cruzar a linha divisória de uma democracia ocidental que respeita direitos humanos, que protege o meio ambiente, que fortalece a democracia e que, em lugar do governo querer pressionar a sociedade para fazer o que ele quer, que ele atenda os clamores da sociedade”, disse.

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