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Sociedade

Maia diz que Supremo tem apoio do Legislativo e critica tom de Bolsonaro

Presidente da Câmara dos Deputados admite direito de criticcar.

Michael Caceres

Publicado

em

Rodrigo Maia. (Marcelo Camargo / Agência Brasil)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comentou pela primeira vez as ações tomadas dentro do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura supostas “fake news”, afirmando que a Corte tem apoio do Legislativo e da sociedade.

Maia falou a Rádio Tupi que algumas frases foram mal colocadas por Bolsonaro e que isso cria um ambiente de radicalismo, mas que os poderes tem atuado de forma independente, ignorando ações do próprio Supremo contra o Executivo e o Legislativo.

“As instituições estão garantindo sua independência, com diálogo claro. Algumas coisas mais duras como hoje de manhã, não foi bom, mas o Supremo tem tomada suas decisões, que estão sendo respeitadas. O Congresso tem atuado com independência. E eu espero, mesmo com algumas frases às vezes mal colocadas, que a gente continue com as nossas instituições sendo respeitadas, com independência, e a tentativa permanente de diálogo”, disse.

O presidente da Câmara também afirmou que apesar de todo o discurso de crítica, as decisões do Supremo devem ser cumpridas em respeito da democracia, da Constituição e das leis. Ele admitiu, no entanto, que o presidente tem o direito de criticar.

“Acredito que mesmo com todo discurso de crítica, a decisão tem que ser cumprida, não podemos ser a favor quando é contra um adversário nosso e vice-versa. Essas questões não são de política, são do respeito da democracia, da constituição e das leis que precisam ser respeitadas. Tem o direito de crítica, o tom é ruim, excessivo, mas sempre tem que se respeitar às decisões. E a decisão de recorrer já indica que vai respeitar”, disse.

Para o deputado, as frases do presidente prejudicam a relação entre os poderes.

“Ele fez críticas à ação do STF… o Supremo vai ter apoio do legislativo e da sociedade para tomar suas decisões de forma independente. Frases como essa apenas criam um ambiente de maior radicalismo entre as instituições, devemos tentar garantir o mínimo de civilidade nas relações”, disse.

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