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Opinião

João Pedro: até quando inocentes continuarão morrendo?

Não podemos nos folgar com a injustiça!

Maycson Rodrigues

Publicado

em

João Pedro (Reprodução)

Uma das marcas do amor retratado em 1 Coríntios 13 é o incômodo premente com a injustiça e o descanso quando a verdade é estabelecida ou manifesta. É assim que o texto nos revela no versículo 6. O amor…

“não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;”

O adolescente João Pedro foi assassinado durante uma operação das polícias Federal e Civil no Complexo do Salgueiro, Rio de Janeiro.

A Polícia Federal disse, em nota, que a ação era pra cumprir dois mandados de busca e apreensão contra lideranças de uma facção criminosa. E que, durante a operação, os seguranças do tráfico tentaram fugir, pulando o muro de uma casa. A Polícia Federal disse ainda que os bandidos atiraram contra os policiais e arremessaram granadas na direção dos agentes.

No entanto, o que temos aqui é um problema que vai além da política pública; é um problema grave de falha no preparo das forças policiais, de investigações que tragam os verdadeiros culpados pelos crimes (que são recorrentes) e a devida punição exemplar dentro dos trâmites legais para que situações catastróficas como essa sejam minimizadas e, por que não, extintas.

O cristão que lida com uma notícia como esta, assim como qualquer outra notícia triste de um inocente que morre – e considerando que este tipo de operação só ocorre nas comunidades, até mesmo porque são elas quem estão dominadas pelos traficantes de drogas – deve perceber que o valor da vida não pode ser relativizado.

Não podemos nos folgar com a injustiça!

Precisamos chorar com as famílias e clamar para que o Estado, em suas competências democráticas, chegue aos culpados e que os responsáveis não fiquem impunes. E mais: é preciso que as ações policiais nas comunidades pobres sejam realizadas com mais inteligência e menos truculência, buscando sempre proteger o inocente e prender os criminosos.

Sabemos que o conflito armado existe nessas regiões, porém é importante que a Polícia (não importa de qual instância regional) saiba que não se deve agir com precipitações nem mesmo colocar a população em risco. O jogo não é tão simples, mas a inteligência deve ditar as ações do Estado e não a passionalidade irresponsável.

Com isso não estamos tomando o todo pela parte; é importante frisar que a Polícia não é composta de criminosos genocidas ou psicopatas, e que é uma minoria que se corrompe dentro da corporação. Ainda contamos com o trabalho eficiente e com a proteção policial, ainda mais aqui no meu Estado, onde foi que aconteceu essa tragédia.

Meus sentimentos à família. Que a justiça esteja do lado do mais pobre e que o Estado cumpra a sua função de proteger e punir apenas os criminosos, que não residem apenas nas comunidades carentes.

E governador Witzel: é sua obrigação moral exigir tanto que crimes como este sejam devidamente investigados e que a Polícia não falhe mais em operações como esta. O senhor mesmo está deixando muito a desejar em sua governança, e certas falhas são mortais.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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