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Jihadistas dizem que coronavírus é um “soldado de Alá”

Terroristas islâmicos querem aproveitar caos para se reagrupar.

Neto Gregório

Publicado

em

Estado Islâmico (Reprodução / Vice)

Grupos jihadistas estão acompanhando de perto a disseminação do novo coronavírus. Em suas publicações e nas mídias sociais, seus membros publicam análises, ameaças e até diretrizes sanitárias.

Steven Stalinsky, diretor do Middle East Media Research Institute (MEMRI), fez denúncias de como extremistas islâmicos tem se portado diante da pandemia. A análise foi publicada em coluna no Wall Street Journal.

“Muitos jihadistas estão torcendo pelo vírus”, diz Stalinsky. Balagh, uma revista mensal publicada em Idlib, na Síria, por clérigos com simpatia da Al Qaeda, chama o vírus de “um dos soldados de Allah”: o “soldado corona”.

O escritor jihadista Khalid al Sibai alertou em tom de ameaça no canal Telegram da agência de notícias Thabat que este “pequeno soldado” poderá em breve “se juntar a soldados jihadistas”.

Na TV al Aqsa do Hamas, o imã Jamil al Mutawa se vangloriava de que Alá “enviou apenas um soldado”, o vírus “e atingiu todos os 50 estados” da América, levou Israel ao confinamento, mas deixou os palestinos praticamente inalterados.

Uma das declarações mais radicais foi uma fatwa de 23 de janeiro do clérigo sírio Abdul Razzaq al Mahdi. Ele disse que os muçulmanos estão autorizados a rezar para que o vírus aniquile os “inimigos de Allah” chineses por terem “matado, massacrado, aprisionado e oprimido os uigures”, uma minoria étnica muçulmana na província chinesa de Xinjiang.

O Estado Islâmico concordou em sua revista semanal al Naba e também afirmou que as mortes por coronavírus de iranianos são um sinal de Alá da “cegueira” e “insolência” dos muçulmanos xiitas, que deveriam “abandonar o politeísmo”.
Steven diz que “enquanto o mundo luta contra o Covid-19, os jihadistas continuam procurando vulnerabilidades a serem exploradas”.

Na edição de 19 de março de al Naba, o Estado Islâmico alertou que os jihadistas não hesitarão em tirar proveito do caos, e que “as perdas financeiras dos cruzados e tiranos” – americanos e seus aliados árabes – e “sua preocupação em proteger seus interesses” contribuirão muito para “enfraquecer suas capacidades de combater os jihadistas”.

Filho, esposo e pai.

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