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Opinião

Jesus não precisa de advogados. Ele precisa de testemunhas

As pessoas não carecem de ouvir a nossa opinião sobre as coisas; elas carecem de ouvir o evangelho por nossos lábios.

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De tanto que falam do Porta dos Fundos e de crime, censura, ofensa à religião cristã etc., os envolvidos na produção e a Netflix estão felizes, rindo à toa, porque todos os recordes de audiência estão sendo batidos devido ao fato de que toda esta repercussão não tem passado de propaganda gratuita do conteúdo, de modo que até o ateu que não tinha interesse em assistir, possivelmente ficou intrigado com a celeuma e resolveu conferir o especial de Natal – e olha que já estamos quase na metade de Janeiro.

É evidente, contudo, que o conteúdo é espúrio e desprezível, que o humor é de péssima qualidade e que a motivação para a criação deste filme é imbecil; porém, chegar-se ao ponto de o Estado censurar o conteúdo e o presidente do STF em horas derrubar, tudo isso é simplesmente desnecessário, ineficaz e um belo tiro no pé de quem deseja que o Porta dos Fundos pare de fazer filmes como este.

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A questão vai além para mim. A questão é: por que estamos ainda falando disso? Não temos nada mais importante para ocuparmos nossas mentes e vidas?

Novamente reitero que toda crítica é válida e não assistir o filme é o mínimo que um cristão sensato e maduro deveria fazer. No entanto, será que não estamos canalizando energia demais num assunto que deveria ser considerado absolutamente abjeto e indigno de nossa mínima atenção?

O que alguns de nós estamos querendo com processos na justiça, abaixo-assinado e textão nas redes sociais? Defender Jesus? De quem? Do PORTA DOS FUNDOS?

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Eles por acaso sabem do que falam?

O Porta dos Fundos não conseguiu em nenhum ano, repito, nenhum ano retratar uma vírgula da pessoa e da vida de Cristo e, ainda que tivessem conseguido isso, seriam apenas dignos de compaixão porque estão tentando enriquecer às custas do Senhor como Judas fez há mais de dois mil anos. E Judas o fez porque 1) não amava a Jesus e 2) sua ideologia era o seu deus – nada tão diferente de Gregório Duvivier, Fábio Porchat e cia. Oro para que eles tenham tempo de se arrependerem deste pecado.

Entretanto, caro leitor, Jesus não precisa de advogados; ele precisa de testemunhas. Nosso desafio não é impedir que uma produção cultural feita por moleques mimados e imbecis seja difundida. O nosso desafio é não impedir que o testemunho real do evangelho ganhe amplitude na sociedade.

As pessoas não carecem de ouvir a nossa opinião sobre as coisas; elas carecem de ouvir o evangelho por nossos lábios. Não importa se você gosta ou não do especial estapafúrdio dos esquerdistas que se travestem de comediantes; o mundo quer ver Cristo em nós – o que é a esperança da glória daquele que crê.

Se os irmãos e as irmãs se ocuparem mais na defesa do evangelho, através da pregação e especialmente da prática do mesmo, não sobrará tempo para este tipo de discussão pequena. Aquele “Jesus” é falso, mas o que habita em mim é verdadeiro! Isso é o que importa!

Não tente mesmo ajudar Jesus a se defender dos incrédulos, pois ele já lida com estes há milênios. Fale sobre Jesus aos incrédulos, ore pela conversão dos incrédulos a Jesus, lute pelo Reino de Jesus, para que este se estabeleça no coração dos incrédulos.

Se o pecado ou a ofensa do outro te incomoda mais do que o fato de que este outro não conhece e ama a Cristo como deveria, talvez o maior problema não esteja no outro, mas em você.

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Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.