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“Governo tem que levar população pobre em conta”, diz OMS sobre lockdown

Diretor da instituição chamou a atenção para as populações pobres.

Michael Caceres

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em

Tedros Ghebreyesus. (Foto: Fabrice Coffrini / AFP)

O presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, disse nesta segunda feira (30) que o chamado “lockdown” total, que implica em uma paralisação das atividades econômicas, não é aconselhável para países pobres.

Ghebreyesus lembrou as diferenças sociais que existem nos diversos países e que isso deve ser levado em conta pelos governo locais, visando o bem-estar das populações.

“E então, na questão do lockdown, no chamado lockdown. Talvez, vocês sabem, alguns países já tenham tomado medidas para o distanciamento físico, fechando escolas, impedindo aglomerações, e assim por diante. Isso pode ganhar tempo. Mas ao mesmo tempo, todo e cada país tem diferenças”, disse.

Natural da Etiópia, no continente africano, Ghebreyesus usou como exemplo sua terra natal, lembrando que na África as pessoas precisam trabalhar todos os dias para sobreviver.

“Alguns países têm um forte sistema de bem-estar social e alguns países não. E sou da África, como vocês sabem. E eu sei que muitas pessoas realmente têm que trabalhar todo dia para ganhar seu pão de cada dia. E governos têm que levar essa população em conta, ok?”, justificou.

Ele questionou ainda a sobrevivência das famílias pobres, que dependem do trabalho diário para se manter e que não têm condições de se sustentar se estiverem parados em confinamento impositivo.

“Se nós fecharmos ou limitarmos movimentos, o que vai acontecer com aquelas pessoas que têm que trabalhar diariamente e têm que ganhar seu pão numa base diária?”, questionou.

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