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Governo de Burundi decide expulsar representantes da OMS

Governo acusa integrantes da organização de “interferência inaceitável na gestão do coronavírus”.

Michael Caceres

Publicado

em

Tedros Adhanom Ghebreyesus. (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Burundi informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) que decidiu expulsar seus representantes no país.

Na carta, o governo informa que “tem a honra de informar que as pessoas, cujos nomes estão listados abaixo, foram declaradas ‘persona non grata’ e que, portanto, devem deixar o território do Burundi antes de 15 de maio de 2020”.

A acusação é que o grupo responsável pelo apoio no combate ao Covid-19 teria interferido de forma “inaceitável na gestão do coronavírus”.

No mês passado o governo do país já havia cogitado expulsar os membros da OMS, mas voltou atrás após conversações entre o chefe de Estado Pierre Nkurunziza e o diretor-geral da organização.

No entanto, o governo de Burundi decidiu seguir com as expulsões, já que o grupo não estaria contribuindo de forma apropriada com o combate ao coronavírus. O governo não aceita adotar medidas de isolamento social para o combate da doença.

Com um baixo número de casos oficiais, o governo afirma que o país atribui a Deus a proteção contra a doença e tem permitido aglomerações e reuniões políticas às vésperas das eleições presidenciais e legislativas.

A decisão de expulsar os integrantes da OMS vem sendo criticada pela oposição.

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