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Gangue islâmica sequestrou, abusou, torturou e forçou menina britânica a fazer 8 abortos

Policia teve medo de investigar o caso e ser acusada de “racismo e de perseguir minorias”.

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Sarah. (Foto: Georgie Gillard)

Uma garota britânica foi sequestrada nos subúrbios ingleses por uma gangue islâmica. Ela foi obrigada a se casar duas vezes, foi escrava sexual e submetida a oito abortos em um período de 12 anos.

A história de Sarah foi descrita pela baronesa Caroline Cox, bancada da Câmara dos Lordes, como o exemplo mais sério de abuso sexual registrado na Inglaterra.

“Conheço Sarah e sua família”, disse a baronesa que assumiu o caso. “Todo caso de abuso sexual é terrível. Mas o tamanho e a crueldade de seu sequestro o tornam o pior que eu já conheci”, continuou Cox.

Sarah tinha 15 anos quando foi sequestrada no estacionamento do supermercado Tesco. Ela nunca havia namorado e tinha o sonho de se tornar parteira. Após o sequestro, sua família buscou ajuda das autoridades, mas o caso sempre foi ignorado e ela jamais foi listada como desaparecida.

“A polícia continuava dizendo, deixe alguns dias, ela voltará”, relembra a mãe de Sarah, Janet. “Mas ela nunca voltou”, continua ela em entrevista ao Daily Mail.

Cinco anos depois foi revelado o primeiro escândalo sexual que envolvia o sequestro de meninas brancas por gangues de rua, em 2010, uma investigação do jornal Daily Mail que ajudou o governo a encontrar os culpados.

Ao mesmo tempo, o caso mostrou que a polícia britânica estava com medo de se envolver no caso e ser acusada de racismo e de perseguir minorias, pois os criminosos são de origem paquistanesa-britânica.

Sarah foi vítima de falta de coragem da polícia em solucionar o caso logo quando seus pais noticiaram seu desaparecimento. Ela foi mantida na Inglaterra, mas teve seu contato com mundo exterior totalmente cortado.

Sem telefone, computador ou com possibilidade de sair, ela foi estuprada, espancada, obrigada a engolir sedativos fortes todos os dias para ficar “dócil”.

Nesse tempo ela também foi submetida a oito abortos, sendo que cinco deles foram supervisionados pelo mesmo médico de um hospital do NHS (Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra) e os outros em clínicas ilegais.

Sarah foi obrigada a aprender o Alcorão em árabe e aprendeu as línguas paquistanesas de urdu e punjabi. Ela só podia usar vestimentas islâmicas e servia a casa limpando e cozinhando.

Foi apenas em 2018 que Sarah conseguiu escapar da gangue. Na primeira entrevista concedida por ela, hoje com 26 anos, ela declarou que desenvolveu a síndrome de Estocolmo – quando o prisioneiro se apega emocionalmente ao sequestrador.

“Comecei a pensar que Jerry (nome fictício) me amava porque ele continuava me dizendo isso. Ele disse que meus pais não se importam comigo porque as famílias inglesas não cuidam de suas meninas como as muçulmanas paquistanesas. Logo senti que não podia respirar sem ele. Minha mente estava sendo distorcida”, revelou.

Sarah dependia de Jerry para tudo e ele a ameaçava para que ela não fugisse. “Ele disse que minha família seria morta se eu tentasse contar a eles onde eu estava ou o que estava acontecendo comigo”.

Ela contou que entrou no carro do sequestrador no estacionamento do supermercado porque recebeu uma ligação de um homem que revelou que a estava observando há algum tempo e tinha algo pra ela.

Ao chegar no estacionamento, ela se aproximou do carro, a porta se abriu, ela entrou e foi sequestrada.

No carro com Jerry acelerando, ela começou a entrar em pânico. Ele colocou a mão na dela e disse que cuidaria dela. Sarah estava tremendo e disse que sua família ficaria preocupada. Foi inútil.

Depois de meia hora, chegaram a uma casa próxima a uma propriedade industrial, onde ele pediu o celular dela, pegando o cartão SIM e o quebrando em dois.

“Ele me levou para dentro e vi muitos paquistaneses em uma sala de plano aberto. Jerry me levou por eles escada acima até uma pequena sala com uma cama e as cortinas fechadas”, ela diz. “Então ele saiu, fechando a porta.”

Nas primeiras 24 horas ela ficou sozinha, Jerry levou água e um pouco de curry para ela. Sarah conta que ouvia conversas no andar de baixo, hoje ela sabe que todos eram parentes ou amigos e faziam parte da gangue, vendendo drogas.

Na segunda noite ela foi estuprada por Jerry. Depois da agressão, o criminoso declarou que a estava salvando “da sarjeta” que pertencia a meninas brancas com moral baixa.

O irmão de Sarah chegou a rastreá-la, mas foi expulso pelos criminosos e não teve ajuda dos vizinhos que também temiam a gangue. Após a visita de seu irmão, os pais de Sarah disseram à polícia sobre a casa onde suspeitavam que Sarah estava sendo mantida em cativeiro. Mas nada aconteceu.

Com medo, a gangue resolveu se mudar no dia seguinte e assim seus pais perderam a pista. Anos depois Sarah encontrou a mãe em um supermercado. Ela estava acompanhada dos filhos de Jerry, abraçou sua mãe e contou que ela morava com o sequestrador.

“Quando a vi no supermercado, não consegui acreditar. Ela estava vestida como muçulmana. Vi pelos olhos dela que ela estava apavorada. Ela me implorou para não dizer nada. Ela estava em pânico e obviamente com medo da gangue que agora sabemos que a estava segurando”.

O encontro com a mãe fez com que Sarah fosse agredida, e mais uma vez eles se mudaram de cidade onde ela foi impedida de sair. Ela também passou a ser dopada e assim seguiram os abusos e estupros.

Ela engravidou e foi levada ao hospital para ser submetida ao aborto. Jerry se divorciou de Sarah (na lei muçulmana o divórcio é selado com o homem declarando três vezes que o casamento acabou), casamento este que ela nunca participou da cerimônia. Depois disso ela foi obrigada a se casar com outro muçulmano.

Mais uma vez Sarah foi violentada. “Ele me estuprou porque a festa de casamento ainda estava acontecendo lá embaixo”, relembra ela que ainda morava na mesma casa da gangue.

Foram anos de sofrimento até que ela conseguiu escapar. Sarah conseguiu pegar o celular de Jerry enquanto ele dormia e pediu um táxi que a levou até a casa de seu irmão. Ela pegou a certidão de casamento com Jerry e o vestido vermelho. “Eles eram os únicos bens que eu tinha”, explica ela.

Sarah reencontrou seus familiares, mas com medo resolveu morar em um local longe, em uma parte diferente da Grã-Bretanha. Mas a gangue a encontrou. Ela foi espancada e estuprada várias vezes. Um vizinho resolveu chamar a polícia e Sarah foi levada para o hospital.

Até na polícia ela teve medo, pois um dos policiais era muçulmano e tentou convencê-la a não denunciar, chegando a dizer que ela não tinha provas para registrar o crime contra a gangue.

“O policial veio da mesma comunidade que a quadrilha e desde então foi preso por crimes sexuais infantis”, diz Sarah que hoje é protegida e espera pela conclusão da investigação há mais de três anos.

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