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Experimento em Berlim deu órfãos a pedófilos por 30 anos

Autoridades entregavam deliberadamente supondo que eles seriam pais carinhosos.

Michael Caceres

Publicado

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Homem adulto com criança (Foto: Jan Arenas/Pexels)

Um estudo bizarro e cruel revelou que durante 30 anos autoridades de Berlim entregaram deliberadamente crianças órfãs a homens reconhecidos como pedófilos para adoção, sob o pressuposto que seriam pais carinhos para cuidar dos pequenos.

Os detalhes foram divulgados essa semana na Alemanha, segundo a emissora Deutsche Welle, que afirma que esse absurdo foi comandado pelo professor Helmut Kentler, com início em 1970 na então Berlim Ocidental, sendo tolerado durante 30 anos pelas autoridades locais.

Kentler, que morreu em 2008, ocupava uma posição de liderança no centro de pesquisa educacional de Berlim e acreditava que o contato sexual entre adultos e crianças era “inofensivo”. As adoções chegaram a ser aprovadas pelas agências de bem-estar infantil de Berlim e pelo governo estadual.

Vítimas de abusos em casos envolvendo essas adoções estão se apresentando e contando suas histórias. Pesquisadores da Universidade de Hildesheim investigam os arquivos do caso e conduzem entrevistas para descobrir novos casos de abusos.

Já foi descoberto que havia uma “rede entre instituições educacionais”, que incluía o escritório estadual de assistência a juventude e adolescência e o governo de Berlim, na qual a pedofilia era “aceita, apoiada, defendida” pelos envolvidos.

As investigações sobre os casos revelaram abusos e o acompanhamento regular de Kentler com as crianças e os pedófilos, sendo que ele nunca foi processado pelos crimes, mesmo quando as primeiras vítimas vieram a público expor os abusos.

Muitos dos casos têm relação com pessoas da alta sociedade, incluindo altos membros do Instituto Max Planck, da Universidade Livre de Berlim, e da famosa Escola Odenwald, em Hessen, na Alemanha Ocidental, que chegou a estar no centro de um escândalo de pedofilia.

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