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Política

Evangélico, novo ministro da Educação se opõe à ideologia de gênero

Carlos Alberto Decotelli cresceu na Igreja Batista.

Michael Caceres

Publicado

em

Jair Bolsonaro e Carlos Decotelli (Foto: Marcos Corrêa/Presidência da República)

Carlos Alberto Decotelli, novo ministro da Educação, é evangélico e um opositor da famigerada ideologia de gênero e da doutrinação política em sala de aula. Ligado à Igreja Batista, o ministro também é reserva da Marinha e substituiu o ex-ministro Abraham Weintraub, que foi enviado para os Estados Unidos.

Decotelli é bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre pela Fundação Getúlio Vargas, doutor pela Universidade de Rosário (Argentina) e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha. Ele destaca que sua formação é alinhada com preceitos bíblicos.

“Eu sou um técnico. Cresci dentro da Primeira Igreja Batista do Rio e sou voltado para as questões da crença neotestamentária do núcleo evangélico tradicional, como as igrejas Batista, Metodista, Presbiteriana. Frequentei escola dominical desde dois anos de idade e hoje sou membro da Primeira Igreja Batista de Curitiba. Nas convicções que estão na Bíblia, no Novo Testamento, eu acredito. Uma questão de fé. É assim que procedo na minha vida”, disse.

O novo ministro concedeu entrevista ao jornal Estadão, afirmando existe a necessidade de superar as questões de raça, cor e preconceitos. Ele afirma que quanto menor quantidade de preconceito existir, melhor será a construção de oportunidades para que o ser humano se realize.

“Eu vejo uma necessidade didático-pedagógica de nós chegarmos ao século 21 e dizer: ‘Olha, não importa a sua etnia, não importa origem de raça ou de cor, você deve ter sonhos para buscar a sua realidade’. Quando você constrói um pré-conceito, você está bloqueando sonhos, destruindo vidas. A minha motivação é que hoje haja inspiração para que no Brasil possamos refletir a autocrítica do que queremos como sociedade. Quanto menor quantidade de preconceito existir, melhor será a construção de oportunidades para que o ser humano se realize, independentemente de ele ter gênero masculino, gênero feminino, que seja negro ou asiático”, disse.

Ele afirmou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, lhe pediu que desenvolvesse um trabalho voltado para melhorar a qualidade do ensino, já que esse era um dos desafios que geraram muitas críticas contra o antigo chefe da pasta.

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