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Embaixador chinês é confrontado com imagens de campo de concentração na China durante entrevista

Regime comunista mantém locais de tortura e abusos contra minorias.

Michael Caceres

Publicado

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Embaixador chinês e apresentador da BBC (Foto: Reprodução)

Um embaixador chinês no Reino Unido, chamado Liu Xiaoming, passou constrangimento ao ser confrontado neste domingo (19) com imagens de drones da região de Xinjiang, na China, que mostram prisioneiros com a cabeça raspada algemados, vendados e sendo levados para trens que os levariam para campo de concentração.

O vídeo exibido pela BBC durante a entrevista, já foi validado por diversos serviços de inteligência de países do ocidente e teria aparecido pela primeira vez em outubro de 2019 nas redes sociais, mostrando abusos de direitos humanos cometidos pelo regime comunista que rege a China, inclusive contra muçulmanos uigures, cristãos e outras minorias étnicas.

Estima-se que mais de um milhão de uigures turcos estejam sendo mantidos em campos de concentração, prisões e fábricas de trabalho forçado na China. Há um número enorme de cristãos que também são mantidos desta forma, sendo submetidos a torturas.

Segundo relatos dos sobreviventes, nos campos de concentração os prisioneiros, tanto homens como mulheres, sofrem abusos físicos, morais e psicológicos, sendo eletrocutados, espancados repetidamente, submetidos a experimentos com injeções.

Recentemente a China foi denunciada por estar forçando a esterilização de uigures e outras minorias étnicas para que sejam erradicadas. As denúncias foram compartilhadas inclusive pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, que criticou o regime.

Ao ser confrontado pelo vídeo, Liu disse ao apresentador Andrew Marr, que Xinjiang é o “lugar mais bonito” e disse desconhecer de onde vinham as imagens. “Às vezes você tem uma transferência de prisioneiros”, disse ele, tentando justificar como se fossem presos comuns.

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