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Opinião

E o Queiroz? E o André Ceciliano?

Que todos os corruptos sejam presos.

Maycson Rodrigues

Publicado

em

André Ceciliano (Thiago Lontra / Alerj)

Queremos que os corruptos sejam presos e que os maus políticos sofram as consequências de suas decisões. Este é o espírito conservador. A pecha de se “ter bandido de estimação” cabe a quem defendeu corrupto condenado em várias instâncias, não a quem enxerga a realidade e consegue reconhecer os problemas envolvendo o governo, sem levar em conta o alinhamento ideológico.

Quem quer bandido fora da cadeia é lulopetista.

Sabemos que há bolsonaristas que não conseguem criticar o governo federal, como eram os petistas no passado; porém, toda generalização é burra. O ponto é que a turma extremista sempre tenta acusar o outro de fazer aquilo que eles mesmos fazem.

A pergunta mais dita nos últimos meses foi: “E o Queiroz?”. Sendo que quem perguntava isso nunca perguntou: “E o André Ceciliano?”, que é o presidente da Alerj e está em primeiro lugar na lista do Coaf, onde o ex-assessor de Flávio Bolsonaro apareceu com movimentações atípicas.

Sabe quem é Ceciliano? Um deputado Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT). Seu gabinete movimentou 49,3 MILHÕES de REAIS. Nada mal para quem pertence a um partido que foi marcado na história da República por ser o partido com os casos de corrupção e lavagem de dinheiro que mais aviltaram os cofres públicos e mataram indiretamente (porque corrupção mata) milhares e milhares de brasileiros, que perderam a oportunidade de ter hospitais, saneamento e emprego/renda por conta da criminalidade sistêmica engendrada por um partido político.

E você, progressista que gosta de ler artigos de conservadores para aumentar o seu nível de ódio e irreflexão sobre a realidade, antes que nos acuse de similaridade contigo, que ama a ideia de ter corruptos de estimação, é preciso afirmar que corrupção é corrupção, seja de 49,3 milhões, seja de 1,2 milhão de reais – como é o caso envolvendo o gabinete de Flávio Bolsonaro –, seja até de 1 real.

Sinto dizer, mas não somos como você. Defendemos a lei e a ordem, acreditamos na democracia e nas instituições e não temos apego afetivo a nenhum político. Quem cometeu crimes, que sofra o devido processo legal e, sendo condenado, pague dentro do rigor da Lei como qualquer criminoso.

Contudo, o que estamos vendo nos noticiários é que a luta política vem sempre em primeiro lugar. Parece que ontem ninguém morreu de Covid-19. É como se o Queiroz tivesse resolvido o problema da pandemia. O JN falou muita coisa ontem de ordem alarmista sobre as mortes?

E o mais interessante é que boa parte da massa ideologicamente extremista comemorou tudo isso. Porque, no fim das contas, a pandemia é mais um instrumento político na batalha pela deposição de um presidente eleito pelo voto popular.

Os progressistas, da mídia ou da elite política ou judicial só querem uma coisa nesse momento: derrubar o governo Bolsonaro. E é por isso que as investigações e prisões são seletivas, a repercussão de um esquema corrupto chamado de “rachadinha” é seletiva e o tempo de noticiário num programa de TV em rede nacional (no horário nobre) é dedicado mais na desconstrução da imagem de um político do que na informação do telespectador acerca dos assuntos mais importantes e por que não urgentes.

A pergunta “E o Queiroz?” caiu por terra. A ilação de Moro, que disse que o presidente queria intervir na PF, também foi por água abaixo. Agora, fica a pergunta para os hipócritas de plantão: “E o André Ceciliano?”

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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