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Sociedade

[Direito Religioso] Bíblia do PT, “tudo tem seu tempo” e umbandistas católicos

Especialistas comentam reportagens sob a perspectiva do direito.

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Jean Regina e Thiago Vieira. (Foto: Reprodução)

Os advogados Thiago Vieira e Jean Regina, especialistas em direito religioso, gravaram um vídeo analisando sobre a ótica do Direito algumas reportagens do Gospel Prime.

Os profissionais escolheram as matérias “Núcleo ‘evangélico’ do PT quer reinterpretar a Bíblia”; “Umbandistas reclamam de ‘discriminação’ por serem proibidos de fazer ritual dentro de templo católico”; e “Campanha do governo federal pela abstinência sexual começa em fevereiro” para serem analisadas.

A primeira delas, sobre o PT querer interpretar a Bíblia, eles fizeram uma observação: “O Estado laico no Brasil existe para que as ordens não se misturem, mas colaborem. Você jamais pode politizar a fé e você jamais pode espiritualizar a política”.

Naturais do Rio Grande do Sul, a segunda reportagem analisada por eles foi sobre um caso que aconteceu naquele Estado. Um grupo de umbandista foi impedidos de realizarem um ritual dentro de uma igreja católica e reclamaram de discriminação.

Na visão dos advogados, a igreja católica, por ser um espaço privado, tem todo o direito de não autorizar que membros de outra crença se utilizem de seu imóvel.

“Eu acho que eles podem fazer esse ritual em um espaço público”, observou Thiago Vieira ao dar um exemplo de se fosse uma igreja pentecostal tentando usar um espaço físico de um templo de religião de matriz africana, o caso não seria tratado como discriminação, mas sim como intolerância.

“O problema é achar que é discriminação o impedimento de fazer dentro de um outro templo”, completou.

Sobre a polêmica gerada pelo programa “Tudo Tem Seu Tempo”, que coloca a abstinência entre os métodos de prevenção da gravidez precoce, os advogados entendem que não se trata de colocar uma questão religiosa como política de estado.

O advogado Thiago Vieira, observou a questão biológica de crianças e adolescentes que não estão com seus corpos preparados para uma relação sexual.

O advogado Jean Regina, falou também sobre a questão emocional desse público que também não está preparado para este tipo de envolvimento.

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