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Opinião

Culto para quem?

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“(…) Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.” (Mt. 4.10)

O que é um culto, afinal de contas?

Culto é a expressão mais sublime de relação entre o céu e a terra, entre o homem e Deus, ato que é intermediado pelo Espírito Santo. O culto é o encontro transformador entre Deus e o ser humano. É o “Peniel” nosso de cada dia.

Mas nestes últimos tempos o culto perdeu sua identidade. Os ministros estão trazendo uma variedade imensa de coisas, senão as pessoas não vão à igreja. Deus não é mais o foco. O foco agora são as encenações, os espetáculos, os pregadores. Tudo isso está na igreja, não a serviço de Deus, mas do bel prazer das pessoas.

“Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome.” (Hebreus 13.15)

Nos últimos anos as igrejas comumente denominadas evangélicas têm experimentado uma explosão demográfica, essa explosão seria plenamente positiva, exceto pelo fato de ela está ocorrendo num período da história em que o ativismo comercial tem-se universalizado e o humanismo tem se tornado a temática oficial da teologia e das novas tendências educacionais.

A psicologia moderna tenta não somente explicar o comportamento e as máculas do caráter humano, mas também justificar o injustificável no que tange a isso. Essas novas posturas têm afetado dianteiramente o cenário eclesiológico nas suas mais importantes áreas: a pregação, o aconselhamento pastoral, a interpretação bíblica, a exposição dos sermões e, conseguintemente, o louvor.

Embora existam muitas músicas antigamente chamadas sacras, hoje batizadas de ‘gospel’ no mercado evangélico, grande porcentagem dessas miram seus holofotes para a mesma direção: os traumas e problemas dos homens. Acredito mesmo que a igreja deva assisti as pessoas, ajudá-las a resolver seus problemas e orientá-las a fim de superarem seus traumas e demais mazelas emocionais, contudo, essa ação louvável e necessária não pode e não deve remover Deus do foco do culto e das canções entoadas.

Tenho essa posição por algumas razões: primeiro, porque acredito que quando focamos os problemas das pessoas em detrimento do culto a Deus, retiramos Deus do centro e quando a centralidade do culto não paira de modo absoluto sobre Deus, as reuniões e ações religiosas perdem o valor de culto. Isso fará com que o ajuntamento se torne nada mais que uma reunião terapêutica ou um clube de tratamento psicoterapêutico. Embora em certo grau a igreja seja uma comunidade terapêutica e embora seja necessário entender isso, o todo da fé cristã e do culto não se resume nisso.

A segunda razão é bastante lógica: se uma pessoa não faz de Deus o foco do seu culto, dificilmente O fará o foco da sua vida. O culto público é um momento onde as pessoas se reúnem para fazerem algo que quase não fazem em outro lugar: louvar a Deus por suas obras e atributos.

Terceiro, ao contrário do que muitos crêem, não são as canções por si mesmas que curarão as pessoas, mas a graça divina que flui de muitas maneiras independentes de estarmos louvando ou não. Muitas pessoas alegam erradamente que há poder no louvor, mas não há consistência bíblica para esse argumento.

Não é legítimo usar o caso da prisão de Paulo e Silas de Atos 16 para asseverar a existência de um poder milagroso no louvor. O louvor não cura, não salva e tampouco liberta, Deus é que efetua essas ações sobrenaturais por meio da sua graça incondicional. Ainda no livro de Atos há o relato da libertação de Pedro da prisão e Lucas, o autor do livro, não atribui esse livramento a nenhum louvor entoado pelo apóstolo.

Como já dissemos, o foco do louvor deve estar em Deus. Não acredito ser endereçada a Deus uma canção que diz: “essa luta vai passar” ou “o vale vai chegar ao fim”. Dizemos que o louvor é para Deus, mas pelo que se sabe Deus não sofre o tipo de coisa que os pecadores padecem. Então canções como essas não podem ser chamadas de louvor, mas de mensagens musicais, uma vez que são endereçadas aos homens. Se louvar é atribuir gratidão a Deus pelas suas grandes manifestações na humanidade, então o louvor deve dizer mais para Ele do que sobre Ele!

O louvor em nada difere da oração, exceto pelas necessárias repetições e pela entonação musical. Tal como na oração direcionamos nossa atenção e o conteúdo do que falamos para Deus, assim também ocorre com o louvor, por isso, não seria incorreto afirmar que o louvor é a oração cantada.

O louvor é na comunhão com Deus o que os elogios são nas relações humanas. Por isso o autor da carta aos Hebreus o chama de fruto dos lábios dos que confessam o seu nome, não é qualquer pessoa, mas somente aquelas que ‘confessam o seu nome’ que podem louvar ao Senhor de modo que seja interpretado por Deus como verdadeiro. Vale, ainda, salientar que o louvor é o misto de oração cantada e coração contrito, sem este último recurso o louvor é meramente um bocado de frases dissociadas de verdade.

O Senhor Jesus censurou um grupo de religiosos que honravam a Deus com os lábios, mas mantinham seus corações distantes de Dele, por essa razão convém dizer que uma mesma canção pode ser louvor nos lábios de uma pessoa e de outras não! Em Marcos 3.1-6 Jesus curou num sábado um homem que tinha uma das mãos atrofiada. Ele quebrou uma das tradições dos judeus, “profanou” o sábado, e os fariseus começaram naquele dia a planejar matá-lo. Quando colocamos a tradição acima da Palavra de Deus, estamos invalidando a Sua Palavra.

Jesus diz, em Mateus 15.6-9, que as pessoas que fazem isto são hipócritas: “E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus. Hipócritas! bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.” Perceba aqui que Jesus disse que a adoração pode ser vã se ela vier divorciada da prática da palavra de Deus.

Canções com mensagens de edificação e ânimo são de grande valor para o deleite dos cristãos, mas o ideal é que tais canções sejam ouvidas em casa ou em outros momentos que não o culto. E quando forem apresentadas nos cultos que sejam poucas, apara que o louvor possa ser rendido só a Deus.

Nossos cultos são de pouca duração, e menor ainda é o tempo empregado para o louvor, então usemos o tempo que dispomos para render-lhe adoração e louvor e não para tratar dos problemas e adversidades dos crentes, uma vez que a pregação é endereçada aos homens e não a Deus, ela deve ser a resposta de Deus para as questões dos homens.

Que o pregador se esmere na oração e no estudo da Palavra para então poder ministrar à congregação uma palavra que venha ao encontro dos presentes e os edifique, exorte, console ou repreenda. Muitas vezes usam-se os cânticos para edificar a igreja como forma de compensar os crentes pela negligência pastoral que torna os sermões mortos e insípidos, inoperantes e consequentemente impotentes para edificar a igreja, mas não convém que seja assim. O louvor a Deus não deve ser comprometido por causa da omissão dos ministros.

Precisamos dar a Deus a glória devida ao seu nome. Devemos empregar valor no que fazemos para Deus e precisamos ser mais sinceros na nossa fé. Aos poucos a cultura contemporânea está tirando Deus do foco. Primeiro das escolas, depois dos hospitais e agora da igreja. Façamos um exame da nossa situação quanto igreja e vejamos se, porventura, não temos pecado em servir a Deus com verdade. Josué assim ordenou ao povo: “Por isso dediquem-se com zelo a amar o Senhor, o seu Deus. ”

Toda vez que uma celebração evangélica é anunciada no rádio, na TV, na internet ou nos carros de som, Deus nunca é anunciado como a atração principal. Sabe por quê? No fundo, muitos líderes de igrejas acham que Deus não é atraente. Que Deus não dá ibope. As atrações principais são os pregadores conferencistas, os cantores famosos, ou seja, àqueles que dão ibope. E Deus onde fica?
A Bíblia narra um fato a respeito dos filhos do sumo sacerdote Arão. Em Levítico 10, dos versos 1 ao 3 diz:

“E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se.”(Lv. 10.1-3).

Mas afinal de contas, o que era o fogo estranho? Era algum fogo vindo de incensário idólatra? Não. No que consistia o fogo estranho? O fogo trazido pelos sacerdotes foi recusado por quê? A resposta desta indagação está em Levítico 16.12,13:

“Tomará também o incensário cheio de brasas de fogo do altar, de diante do SENHOR, e os seus punhos cheios de incenso aromático moído, e o levará para dentro do véu. E porá o incenso sobre o fogo perante o SENHOR, e a nuvem do incenso cobrirá o propiciatório, que está sobre o testemunho, para que não morra.”

Era considerado fogo estranho qualquer fogo que não fosse tirado do altar do holocausto. Por quê? No altar do holocausto era oferecido o sacrifício de sangue, ali havia perdão para os pecados cometidos. Ali havia derramamento de sangue, havia entrega, havia morte.

Como veremos no capítulo 7, o culto que agrada a Deus é resultado da nossa morte para nós mesmos.

Aprendemos uma grande liçãos com o desastre ocorrido com os filhos de Arão: Deus só aceita nosso incenso se o fogo neste contido for resultado do que entregamos em seu altar, no altar do sacrifício.

O Rev. Hernandes Dias Lopes sabiamente diz que antes de receber nosso culto, é necessário que Deus aceite nossa vida.
É por isso que uma canção cristã cantada por um não cristão jamais será um louvor. Porque louvor é fruto dos lábios dos que confessam o nome do Senhor, e confessar o nome de Deus é bem mais do que falar bonitas palavras em público.
“Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome.” (Hb. 13.15).

Repare que o texto chama o louvor de sacrifício. Ou seja, o louvor é algo que exige renúncia. Toda vez que alguém entregava um animal em holocausto, este era subtraído de sua fonte de renda. Algo se perdia. O nosso louvor exige uma perda pessoal que deve ser sacrificada. Exige que nós sacrifiquemos nosso tempo, que abramos mão dos interesses egoístas, que façamos morrer nossa carne.
Vale salientar que esta perda era proposital e não acidental.

O que você tem perdido para servir a Deus? O Senhor Jesus disse que quem quiser ganhar a sua vida de Deus, deve perder a sua própria. Louvar a Deus é exaltá-Lo. Para Ele ser exaltado, alguém tem que ser abatido, humilhado e diminuído. João Batista entendeu esse fato, por isso declarou: “É necessário que ele cresça e que eu diminua. ”
O exercício deste ofício é um sacrifício de louvor. Não são palavras à toa. Músicas não apenas faladas, mas vividas e que saem do coração.

Em Apocalipse é narrado um texto sobre outro elemento usado no culto como incenso:

“Depois vi um Cordeiro, que parecia ter estado morto, em pé, no centro do trono, cercado pelos quatro seres viventes e pelos anciãos. Ele tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra. Ele se aproximou e recebeu o livro da mão direita daquele que estava assentado no trono. Ao recebê-lo, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro. Cada um deles tinha uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos; e eles cantavam um cântico novo: “Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação.” (Ap. 5.6-10).

Aqui o incenso são as orações. Mais uma vez aprendemos que precisamos nos entregar como sacrifício antes de entregar qualquer outro sacrifício no culto a Deus. Na visão de João há taças cheias de incenso e esse incenso são as orações dos santos, ou seja, essas orações são o resultado da entrega total que esses santos fizeram de suas vidas a Deus. Aqui João fala de pessoas que suas orações não são meras palavras, mas resultado de confiança incondicional em Deus. Nem toda oração é um incenso, mas apenas aquelas daquelas pessoas que já foram crucificados para o pecado e o viver que agora vivem no corpo vivem pela fé no Filho de Deus.

Que tipo de incenso você tem apresentado a Deus? Um agradável ou um abominável?

Quando falamos de incenso, não podemos omitir os demais acessórios existentes no templo do Velho Testamento. Na verdade o templo antigo nos ensina muita coisa sobre o culto que Deus aceita e do qual se agrada.

Todos os elementos do tabernáculo possuem um valor sagrado para o nosso culto, pois eles determinam o que para Deus é valioso num culto. O próprio Deus determinou parte por parte, centímetro por centímetro dele. (veja os capítulos 35-38 de Êxodo). Passaremos a estudar aqui os elementos do santuário do Antigo Testamento e veremos sua equivalência para nosso culto hoje.

1. O Altar do Holocausto – essa era a primeira peça do tabernáculo. Lugar de sacrifício. Ali eram executados os animais para remissão dos pecados daqueles que os levavam. No culto atual esse altar representa nossa entrega diante de Deus, nossa renúncia, nossa morte. O animal ali oferecido tinha que ser perfeito, puro e saudável. Mostra para nós hoje que o culto precisa ser completo, não de qualquer jeito, precisa ser com o nosso melhor, o nosso tudo. Corpo, alma e espírito devem se envolver no ato de cultuar. (Êxodo 38.1-8).

2. A Pia de Bronze – antes mesmo de oferecer o sacrifício, o sacerdote se lavava nesta pia. Ela representa a purificação para o serviço do SANTO. (Êxodo 38.8). nenhum sacerdote se atrevia a fazer qualquer serviço no templo sem que antes houvesse lavados suas mãos, seu rosto e seu pés. Na Nova Aliança, todos os cristãos são sacerdotes , então todos precisam buscar purificação para suas vidas. Uma observação que cabe é que os sacerdotes não se lavavam apenas uma vez, mas sempre que iam oficiar diante de Deus. Isso fala sobre o auto exame que precisamos fazer diariamente diante de Deus.

Também fala sobre a obra do Espírito Santo em nossas vidas que é quem nos limpa sempre que confessamos e pedimos. Por isso nenhum cristão deve fazer o serviço de Deus sem estar com a devida purificação em suas vidas. Pois o serviço do SANTO é para os santos! É preciso que o culto seja prestado com consciência pura, mãos limpas e coração quebrantado. Por isso antes de se apresentar ante a Deus no culto público, os ministros precisam se apresentar a Deus no culto particular, no lugar da confissão e do quebrantamento. Culto só se presta quando é prestado com todo o ser!

3. O Candelabro – a primeira peça do Santo Lugar era o candelabro. Este por sua vez era abastecido duas vezes todos os dias com azeite puro. Este acessório iluminava o santuário, a iluminação interna do templo móvel dependia do fogo que se mantinha aceso continuamente no candelabro. O candelabro ou castiçal representa a nossa comunhão contínua com Deus, obra intermediada pelo Espírito Santo. (Êxodo 37.17-24).

O sacerdote devia manter as chamas sempre vivas no candelabro. O modo que caracterizava o uso do candelabro mostra que a comunhão com Deus é algo que cabe a nós alimentar. Era o sacerdote quem acendia o fogo, era ele quem enchia os sete braços do candelabro com azeite puro. Manter a lâmpada acesa era sua tarefa. Com que frequência você tem alimentado sua comunhão com o Pai? Como está a lâmpada de Deus em você?

4. A Mesa dos Pães – postos sobre uma mesa havia doze pães divididos em dois montes de seis. Cada pão pesava dois quilos. Esses pães eram trocados pelo sacerdote apenas aos sábados, quando então os antigos eram comidos. Eram chamados de pães da proposição ou pães do rosto, significava o alimento que provém de Deus para saciar a fome do Seu povo. O pão representa Jesus, como Ele mesmo disse: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede. (Jo 6.35). Em hebraico estes pães eram chamados pães do rosto. Representavam a presença de Deus, pois o rosto é a principal imagem na identificação de uma pessoa, com isso o termo pães do rosto sugere comunhão, intimidade, conhecimento de Deus.

Era proibido que outra pessoa que não fosse sacerdote tocasse, preparasse ou comesse o pão e o vinho. Isso trás uma reflexão para nós: A presença de Deus é algo que só os podem ter acesso, isto é, aqueles a quem o apóstolo Pedro se refere em sua primeira carta no capitulo 2 nos versos 9 e 10. (Êxodo 37.10-16). Os sacerdotes de hoje não são os pastores ou os lideres da igreja, quando Jesus proferiu a sentença “está consumado” o véu do templo foi rasgado de cima a baixo, com isso Ele deu a todos os verdadeiros cristãos o direito de terem intimidade com Ele.

Agora, em qualquer lugar, não apenas em Jerusalém, qualquer cristão, pode falar com Deus, adorar a Deus e louvar a Deus, e ali, onde quer que seja, ele será ouvido. O autor aos Hebreus assim se referiu sobre este assunto: “Portanto, irmãos, tendo confiança de entrarmos no santo lugar pelo sangue de Jesus, pelo caminho que nos inaugurou, caminho novo e de vida, pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, cheguemo-nos com coração sincero em plena certeza da fé, tendo os nossos corações purificados de uma consciência má e lavados os nossos corpos com água pura.”

5. Altar do Incenso – Esta última peça do Santo Lugar era feita de madeira de acácia e banhada em ouro, estava localizada em frente ao véu que separava o Santo Lugar do Santo dos Santos. O Altar do Incenso era o local onde o sacerdote queimava o incenso, pela manhã e pela tarde para o Senhor. O incenso queimado simboliza as orações feitas pelo povo de Deus. (Êxodo 37.25-29).

Como vimos anteriormente, Deus só aceitava o incenso se as brasas que os queimavam fossem retiradas do altar do holocausto, senão o fogo seria considerado estranho, isto é, abominável aos olhos de Deus. Isso mostra para nós que Deus recebe e se agrada das orações que são feitas por pessoas que já se entregaram ao seu governo, ao seu senhorio. Deus não ouve a pecadores, mas se alguém o teme e faz a sua vontade, a esse Ele ouve.

6. A Arca – A Arca era feita de madeira de acácia e revestida de ouro por dentro e por fora. A tampa da Arca chamava-se propiciatório. Sobre ela estavam esculpidos em ouro dois querubins. Suas asas se uniam formando um círculo, mostrando a eternidade do que estava dentro da Arca (Êxodo 37.1-9).

Dentro da Arca havia três elementos:

1º – As Tábuas da Lei
2º – A Vara de Arão que floresceu
3º – O Maná.

O que cada um desses elementos representa para a vida cristã?

Primeiramente, sobre a arca havia dois querubins. A palavra querubim significa guardião. Eles são seres espirituais responsáveis por guardar a santidade de Deus. Sobre a Arca, eles mostram que a vida com Deus exige de nós vigilância e santidade.

As tábuas de pedra com os mandamentos mostram que a palavra do Senhor tem que ser guardada dentro de nós. Elas não estavam somente ali, estavam também no dia-a-dia de cada israelita.

A vara de Arão que floresceu significa a aprovação de Deus, pois, quando Moisés ordenou que cada um dos líderes das tribos de Israel trouxesse uma vara e a pusesse perante Deus, a evidência de que Deus aprovava ou não a vida e ministério daqueles homens se daria no ato de sua vara florescer. E a que floresceu foi a de Arão (Nm.17.1-13).

Antes de aprovar o culto, Deus aprova ou reprova o ‘cultuante’. Já o maná, como era enviado diariamente, fala sobre comunhão. Todo dia quando o povo hebreu saía para colher o pão enviado do céu, deviam lembrar-se do criador e adorá-lo com fidelidade e sinceridade.

Diante desta reflexão, nos questionemos: como temos prestado nosso culto a Deus? Quem tem saído da igreja mais satisfeito, Deus ou nós? Será que o culto que temos prestado, realmente tem agradado a Deus?

Para nós a adoração não deve ser um momento isolado no culto, mas nosso constante estilo de vida. Que Deus nos ensine a verdadeira adoração que Lhe agrada e nos ajude a adorá-LO como convém.

Nunca devemos esquecer que o culto será sempre para Deus. Cabe a nós, adoradores, conhecermos a Deus pela Sua Palavra, nos aproximarmos Dele pela oração e nos sujeitarmos ao padrão de vida que Ele quer para nós. Então nosso culto será a Deus e não aos homens.

Quando nossa vida estiver totalmente consagrada a Deus, nossos encontros no templo ganharão outro sentido. Quando o nosso conhecimento de Deus for o que Ele quer que tenhamos, não precisaremos ser convencidos por ninguém para ir ao culto público, em nosso coração se fará real as palavras que dizem: “alegrei-me quando me disseram vamos a Casa do Senhor .

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