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Opinião

Confundir oração com gesto nazista é incompetência ou mau-caratismo?

Jornalistas não conseguem enxergar a realidade fora da narrativa

Maycson Rodrigues

Publicado

em

Evangélicos oram por Bolsonaro (Reprodução)

A guerra ideológica no Brasil não deixa de fora nenhum pilar da democracia. Logo, a imprensa (ou uma parte considerável dela) pode tanto assumir um papel de propulsor de um ambiente democrático sadio ou um papel de militante sórdido antibolsonarista.

O que eu espero de um jornalista é muito simples: capacidade mínima de noticiar; ou seja, retratar a realidade dos fatos. Porém, o que muitos profissionais podem nos oferecer infelizmente é tentativa de assassinato de reputação, distorção dos fatos em nome de uma narrativa política ou simplesmente militância esquerdista mesmo.

O que Ricardo Noblat e agora a Vera Magalhães fizeram não foi cometer um erro hermenêutico; foi um ato grosseiro de gente que está no mínimo mal intencionada. Associar uma oração pelo presidente a um gesto nazista é de um nível tão mesquinho, tão baixo e vil, que chega a espantar que alguém ainda possa ser lido por um ser humano ou pior, receber aplausos pela difusão de uma desinformação tão óbvia.

A liberdade religiosa é parte fundamental no estabelecimento de um Estado Democrático de Direito e cabe a cada profissional da imprensa discernir o que é um ato religioso e o que é uma prática antidemocrática que evoca o espírito de um regime totalitário e violento.

Me parece que estes profissionais e políticos como Chico Alencar (PSOL-RJ) possuem alguma dificuldade cognitiva que os impede de verificar as coisas como elas são. Este é um esforço pessoal para tentar livrá-los de uma sugestão de que sejam talvez mau caráter e seres adoecidos pelo vírus da polarização política.

Nenhum problema em você fazer oposição ou exercer sua profissão de forma que, muitas vezes críticas possam ser tecidas contra o governo “A” ou “B”; o que é chocante é quando você tenta achar pelo em ovo ou mesmo, no intuito de inflamar a militância odiosa anti-Bolsonaro, traz uma informação mentirosa como essa.

O jogo político deve ser jogado e a imprensa não está com o apito na mão. Ela joga também e deve sofrer o cartão amarelo ou até vermelho pelo consumidor [que é o povo] quando comete infrações graves como esta.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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