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Política

Com medo de “intervenção militar”, Celso de Mello compara Brasil a Alemanha nazista

Mensagem confirma choque entre Poder Executivo e Poder Judiciário.

Michael Caceres

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Celso de Mello
Celso de Mello. (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, anda temeroso sobre uma possível “intervenção militar” diante do choque entre o Poder Executivo e o Poder Judiciário, resultado de decisões desrespeitosas da Corte.

Em mensagem enviada aos demais ministros do Supremo, Celso de Mello faz um alerta sobre uma suposta “intervenção militar, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia”.

“É preciso resistir à destruição da ordem democrática, para evitar o que ocorreu na República de Weimar quando Hitler, após eleito pelo voto popular e posteriormente nomeado pelo presidente Paul von Hindenburg como chanceler da Alemanha, não hesitou em romper e em nulificar a progressista, democrática e inovadora Constituição de Weimar, impondo ao país um sistema totalitário de Poder”, acusou.

No sábado, dia 30 de maio, o presidente Jair Bolsonaro havia compartilhado um alerta sobre uma possível crise, listando uma série de notícias que saiu na imprensa, onde fica claro a interferência do Judiciário no Poder Executivo.

O presidente cita, entre outras coisas, o envio do ministro Celso de Mello, do Supremo, para que à PGR investigue se o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) cometeu o crime de “incitação à subversão da ordem política ou social”, previsto na Lei de Segurança Nacional.

“Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados”, escreveu.

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