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Opinião

CNN: entrevista não é interrogatório!

O que está acontecendo com os profissionais de imprensa do Brasil?

Maycson Rodrigues

Publicado

em

Regina Duarte na CNN (Reprodução / Youtube)

Hoje o espectador brasileiro teve a oportunidade de assistir a um show patético envolvendo uma atriz que possui uma carreira digna de todos os prêmios da classe cultural nacional.

Foi um show de horrores. Com tantas perguntas importantes e necessárias para fazer na primeira oportunidade que um veículo de imprensa tem de entrevistar a Secretária de Cultura do Governo Federal, as opções de indagações jornalísticas foram as piores possíveis.

Questionamentos em torno de especulações tendenciosas sobre sua “provável” saída do Governo, provocações sobre a Ditadura Militar no país e até mesmo um vídeo de uma colega de trabalho que a ataca e interpela nas redes, quando tem o número de telefone para se comunicar pessoalmente.

O que vimos foi o que há de pior na imprensa brasileira. Um interrogatório travestido de entrevista. Uma vergonha em rede nacional.

Um dos apresentadores ainda tenta discutir com a entrevistada. O que está acontecendo com os profissionais de imprensa do Brasil? Estão achando que não podem ser criticados, contrariados? Quem eles pensam que são?

A imprensa como ator político numa democracia não está imune às críticas. Quem considera uma opinião crítica um ataque é porque deve ter um “ditadorzinho” na barriga.

Como disse Josias Teófilo, “Na imprensa brasileira é assim: travesti que mata e estupra criança de seis anos recebe abraço, Regina Duarte é tratada como se tivesse no julgamento de Nuremberg.”

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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