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China está criando “sistema de perseguição para o futuro”, alerta pastor

O país comunista está usando um tecnologia de inteligência artificial e vigilância que pode ser vendida para todo mundo

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Igrejas fechadas na China. (Foto: Bitter Winter)

Segundo o relatório anual do Portas Abertas sobre a perseguição a cristãos no mundo, a China está criando um “sistema de perseguição para o futuro”, um projeto que pode ser vendido para outros países a fim de perseguir minorias religiosas.

O alerta foi emitido pelo CEO da Open Doors dos EUA, David Curry, que estava acompanhado de pastores chineses. Segundo ele, a China pode estar moldando o futuro da opressão internacional das minorias religiosas através do uso de tecnologias de vigilância para monitorar cristãos e outros seguimentos religiosos.

Curry alertou que a “maior ameaça”, em sua opinião, aos direitos humanos em todo o mundo é a China, que subiu quatro posições na Lista de Perseguição religiosa, saindo da 27ª posição, para a 23ª.

Embora a nação comunista não tenha uma classificação tão alta quanto os outros violadores da lista, Curry enfatizou que as implicações estão no desenvolvimento da vigilância da China para controlar seu povo.

“Suas implicações não são apenas para os cristãos na China, mas para todos os países e para a liberdade religiosa em geral”, disse Curry, segundo o Christian Post.

“É como um quebra-cabeça. As peças estão lá, mas não é até você juntá-las e vê-las claramente. É assustador”.

As peças desse quebra-cabeça, segundo ele, envolvem um sistema de pontuação social que classifica seus cidadãos com base em suas ações e a criação pelo governo de uma rede de câmeras de vigilância colocadas nas esquinas e nas igrejas.

“Imagine um sistema em que os cidadãos recebam 2.000 pontos e toda vez que você fizer algo que o governo discorda, você será marcado”, detalhou Curry. “Eventualmente, sua viagem é restrita, seus filhos não entrarão nas melhores escolas. Você perde pontos por levar seus filhos à Escola Dominical. É assim que a experiência é para muitos cristãos na China”, explicou Curry.

Ele esteve na China há algumas semanas e pode ver como o sistema de vigilância tem funcionado naquele país, monitorando não apenas as ruas, mas também as igrejas.

“Scanners faciais quando você entra [na igreja] e depois o rastreia e gera relatórios [com] suposições incorporadas ao sistema de inteligência artificial que acompanha o comportamento cristão”, diz ele.

Curry disse que quanto mais uma pessoa é vista indo à igreja, mais frequentemente ela deve ser rotulada como “radical”.

Além disso, o CEO da Portas Abertas norte-americana diz que 5.596 igrejas domésticas foram fechadas por se recusarem a colocar câmeras de vigilância para monitorar a congregação e seus frequentadores.

Para o pastor Jian Zhu, que foi criado na China, que hoje mora em Illinois e é diretor do Instituto da China na Lincoln Christian University, o que acontece naquele país hoje é a pior perseguição a igrejas domésticas já registrada desde 1979.

“O governo chinês agora impôs severas restrições e políticas às igrejas domésticas, pedindo que os vizinhos espionassem uns aos outros, pressionando os professores de escolas e faculdades a denunciarem a fé de seus alunos”, completou Zhu.

Um cristão da China que participou do evento Portas Abertas disse ao The Christian Post que ele e sua família fugiram da China depois que a igreja doméstica que ele frequentava foi fechada.

O alerta dado por Curry não afeta apenas cristãos. “Estamos todos ameaçados por isso: ateus, judeus, muçulmanos, todos”, disse Curry.

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