Siga-nos!

“Casamentos pela internet” tornam-se comuns nos EUA

Avanços na tecnologia deram “nova roupagem” a uma prática bastante antiga

Avatar

Publicado

em

Uma reportagem do New York Times mostrou nesta semana que algo impensável alguns anos atrás está se tornando quase uma tendência nos Estados Unidos. E pode se espalhar pelo mundo: os casamentos via internet.

A noiva está em um país. O noivo, em outro. Os convidados estão cada um em sua casa. E o juiz de paz faz a  pergunta pelo microfone do computador: “Aceita essa pessoa em casamento?”.
Tudo começou com os soldados norte-americanos estavam na guerra do Afeganistão e não sabiam se conseguiriam voltar vivos. Por isso, começaram a aproveitar os benefícios da tecnologia para oficializar o relacionamento e não deixarem a esposa desamparada caso o pior acontecesse.

A modalidade passou a ser chamada de “proxy marriage” [Casamento substituto] e está se popularizando bastante depois que os imigrantes passaram a adotar esses casamentos virtuais. Nestes casos, as pessoas se casam com os parceiros que estão em sua terra natal, sem precisar arcar com as despesas de viagem.

A ideia não é exatamente nova. Séculos atrás eram comuns entre a nobreza. A diferença é que eram feitos por cartas, uma espécie de procuração. No início de século passado casamentos via telégrafo também foram documentados.

Obviamente os avanços nas telecomunicações e as novas versões de programas como  Skype e Google Hangouts ajudaram muito no crescimento destes eventos. A empresa Proxy Marriage Now, sediada na Carolina do Norte, afirma que já realiza entre  400 e 500 casamentos por ano. Fundada há sete anos, seu crescimento anual é de aproximadamente 15%.

Em certos estados americanos, o casamento via internet não é reconhecido oficialmente. Em outros, apenas os soldados podem fazer a cerimônia dessa maneira.

A prática é tão nova que algumas autoridades de imigração temem que não existam leis que possam impedir que seja usada para casamentos falsos, cujo objetivo é apenas garantir a cidadania de alguém que está em outro país.  .

Mas os Estados Unidos não são o único lugar onde eles estão acontecendo. Há registros do reconhecimento desta prática em países islâmicos. Afinal, a prática do casamento por procuração é muito difundida entre os muçulmanos e teria  apoio no Alcorão.

“Depois de todos estes avanços na tecnologia e diferentes  tipos de ferramentas de telecomunicações, os estudiosos chegaram à conclusão de que é algo aceitável”, disse o imã Ali Shamsi, responsável por um centro muçulmano em Nova York. Com informações New York Times.

Trending