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Opinião

“Casamento gay” não existe

União ou parceria talvez.

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Este artigo não é para lacrar contra os movimentos sociais que lutam em prol de políticas identitárias para uma alteração da estrutura social.

Escrevo para fazer ponderações dignas de uma cosmovisão cristã que norteou a civilização humana nos últimos dois mil anos, ajudando na construção de nações democráticas, ou seja, livres do totalitarismo, seja de esquerda ou de direita.

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Antes de tudo, o liberalismo que é a favor do casamento gay é um tipo de liberalismo que um cristão deve manter distância. E o libertário que segue na mesma linha também nos pede que fiquemos bem longe dele.

Não se trata de uma proposição meramente fundamentada no moralismo religioso; estamos evocando a existência natural, a ordem inerente ao que é material e humano – o que eu chamo de “o fundamentalismo de uma ciência chamada biologia”.

Dois são os sexos, ainda que centenas sejam os gêneros conforme estabelece a militância que permeia o campo científico. No entanto, dois são os sexos e a Escritura ainda nos diz que dois são os gêneros: homem e mulher. O casamento é heteronormativo porque a biologia estabelece a manutenção da espécie humana por meios naturais quando um homem e uma mulher têm relações sexuais.

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E mais: o casamento é monogâmico porque a potencialidade reprodutora não carece de mais que um homem e uma mulher para que seja alcançada.

E o Estado não pode interferir nisso. Partido ou político libertário algum tem autoridade para [re]definir o casamento. Muito menos o STF. Aceitar a relação social homoafetiva é algo que pode ser respeitado, mas não normatizado. Antes de existir o Estado, existe a família. A família é a causa de se existir o Estado, e não o contrário.

Chame a relação marital entre pessoas do mesmo sexo de união homoafetiva, aceitável no contexto privado; porém, jamais diga que se trata de um casamento, pois tal união é antinatural e pouco percebida na história das civilizações, de modo que tal união é uma instituição de interesse público.

Quando a caneta do Judiciário define o que é casamento, a autoridade sobre o povo exacerba-se. Quem tem o poder de dar direito, tem o poder de retirar direito. Quem redefine o casamento pode redefinir família, e quem tem tanto poder provavelmente mais a frente incorrerá em aceitar a reivindicação de militantes pró-poligamia, zoofilia ou pedofilia.

Como disse Chesterton, “na beira de um precipício, só há uma maneira de seguir adiante: dar um passo atrás”. Espero que os cristãos no Brasil assumam sua responsabilidade profética não apenas denunciando injustiças na área econômica ou trabalhista, mas também na área mais vital de uma sociedade, que é a familiar.

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Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.