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Política

Candidatos apoiados pelo Bolsonaro afundam nas eleições locais

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Abalados pelo segundo surto de coronavírus mais letal do mundo e uma profunda crise econômica, os brasileiros votaram no domingo em políticos experientes de partidos tradicionais nas eleições locais, um movimento que pode prejudicar as esperanças de reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

Candidatos apoiados pelo Bolsonaro afundam nas eleições locais
Foto: (reprodução/internet)

Nas maiores cidades do Brasil, candidatos apoiados por Bolsonaro são eliminados das eleições, prejudicando a esperança de reeleição do presidente Jair Bolsonaso.

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Candidatos apoiados

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Candidatos apoiados pelo presidente populista de extrema direita, que se apresenta como um forasteiro, foram eliminados da disputa na maior cidade do país, São Paulo, e em outras disputas municipais nas capitais.

No Rio de Janeiro, segunda maior cidade do Brasil, o ex-prefeito Eduardo Paes liderou a eleição e enfrentará o atual prefeito, o bispo evangélico Marcelo Crivella, em um segundo turno em duas semanas.

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Em Salvador, quarta cidade, os eleitores elegeram Bruno Reis, do Partido Democrata de Centro-direita (DEM), que venceu disputas para prefeito em Curitiba e Florianópolis e deve vencer no Rio com Paes.

Em Belo Horizonte, a sexta maior cidade, os eleitores reelegeram Alexandre Kalil, que adotou medidas duras e de distanciamento social criticadas por Bolsonaro, que repetidamente minimizou a gravidade da COVID-19.

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“A pandemia freou a tendência à anti-política e rejeição dos partidos tradicionais por serem corruptos”, disse Creomar de Souza, chefe da consultoria Dharma Political Risk and Strategy, com sede em Brasília.

“Os eleitores entenderam que os políticos eleitos com o Bolsonaro em 2018 são falhos e querem que os serviços públicos melhorem”, acrescentou.

Os resultados são um revés para Bolsonaro e indicam que a onda de sentimento de indignação, que o elegeu em 2018 após a corrupção política generalizada revelada pela investigação de corrupção na Lava Jato, pode ter diminuído.

Enquanto os eleitores olham para partidos tradicionais fora do campo de Bolsonaro, como o DEM e o centrista Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB), que está liderando a disputa para prefeito de São Paulo, Bolsonaro parece vulnerável porque não tem partido.

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O Partido Social Liberal (PSL), ao qual se juntou para sua campanha presidencial e depois desentendeu, não foi visto em lugar nenhum nas principais disputas urbanas no domingo, apesar de ter surgido há dois anos para se tornar o segundo maior no Congresso.

Com a capital política de Bolsonaro em declínio, a esquerda dividida do Brasil ganhou uma nova base em São Paulo e Porto Alegre, onde o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido Comunista do Brasil chegaram a segundo turno.

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Eles ultrapassaram o Partido dos Trabalhadores (PT) do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, que perdeu 60% dos prefeitos há quatro anos e declinou ainda mais. 

O candidato de Lula em São Paulo ficou em sexto lugar.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News

Fonte: Reuters

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