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Brasil, pressionado pelas lentas vacinas COVID-19, pede às empresas que acelerem as aplicações

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Com o aumento da pressão sobre o presidente Jair Bolsonaro para que comece a vacinar a população, o governo pediu nesta terça-feira que os produtores das vacinas COVID-19 acelerem suas aplicações no país.

Brasil, pressionado pelas lentas vacinas COVID-19, pede às empresas que acelerem as aplicações

Fonte: (Reprodução/Internet)

O pedido

Um alto funcionário do Ministério da Saúde prometeu melhorar o diálogo com a Pfizer depois que ela se queixou de um pedido oneroso de uso de emergência e reiterou que a vacinação poderia começar em 20 de janeiro.

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As vacinas são vistas como cruciais para acabar com a pandemia no Brasil, lar do segundo surto mais letal do mundo, depois dos Estados Unidos. 

No entanto, os detalhes básicos sobre os planos de vacinas do governo permanecem vagos, com os reguladores ainda não aprovando a injeção AstraZeneca que o Brasil já comprou e a vacina Sinovac da China lutando para produzir dados de estágio final.

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O governo federal entrou em uma briga estranha com a Pfizer, cuja vacina já está sendo usada na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, sobre o que a empresa americana descreveu como um procedimento surpreendentemente oneroso para solicitar uma autorização de uso de emergência.

Em entrevista coletiva, o vice-ministro da Saúde, Elcio Franco, defendeu o governo, dizendo que ele foi prejudicado pelas leis locais que só permitem a assinatura de contratos de compra de vacinas quando os produtores têm autorizações de uso emergencial ou totais.

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Ele prometeu buscar um diálogo melhor com a Pfizer, mas disse que não poderia forçar a empresa a solicitar uma autorização de uso emergencial ou uma aplicação regulatória completa.

A Pfizer não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Ele exortou os fabricantes de vacinas a solicitar autorizações de uso emergencial o mais rápido possível, acrescentando que, na melhor das hipóteses, as imunizações no Brasil poderiam começar em 20 de janeiro.

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O escândalo sobre o lançamento lento da vacina no Brasil ocorre no momento em que o coronavírus volta à vida no Brasil. 

O país registrou 58.718 casos confirmados de coronavírus nas últimas 24 horas, junto com 1.111 mortes, disse o Ministério da Saúde na terça-feira. Foi a pior taxa de mortalidade diária relatada pelo ministério desde setembro.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters