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Brasil enfrenta precipício de refinanciamento de US $ 112 bilhões no início de 2021

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A dívida do Brasil aumentou a níveis sem precedentes devido à pandemia de COVID-19 e o governo enfrenta um penhasco de refinanciamento de US $ 112 bilhões no início do próximo ano, com as necessidades de financiamento de abril as maiores da história em um único mês.

Brasil enfrenta precipício de refinanciamento de US $ 112 bilhões no início de 2021
Foto: (reprodução/internet)

Refinanciamento previsto de US $112 bilhões

Publicamente, pelo menos, funcionários do Tesouro nas principais economias da América Latina insistem que não haverá problema em fazer com que os investidores estendam seus empréstimos. Sua chamada almofada de liquidez pode cobrir pelo menos três meses de empréstimos.

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Além disso, quase toda a dívida brasileira é denominada em reais e mais de 90% dela é detida por investidores nacionais, muitos dos quais são obrigados a detê-la pelas regras bancárias.

Os analistas financeiros também veem pouco risco de boicote por parte dos credores, o que provavelmente desencadearia uma grave crise e causaria estragos nos mercados financeiros brasileiros.

Mas as chances de o Tesouro ter dificuldade em rolar a dívida, devido a condições políticas, econômicas ou de mercado desfavoráveis ​​repentinas, não são zero. E é provável que pague um prêmio por transferir tantas dívidas de uma só vez, dizem os analistas.

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De acordo com dados do Tesouro, cerca de 605 bilhões de reais (US $ 112 bilhões) da dívida interna federal vencem nos primeiros quatro meses do próximo ano. Isso é 14,1% da pilha da dívida interna do Brasil de 4,82 trilhões de reais.

O mês a ser observado é abril, quando é preciso rolar 283 bilhões de reais de dívida. Isso representa 6,6% da dívida em aberto do Brasil e será o maior mês de vencimento da dívida já registrado, segundo o Tesouro.

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“É uma quantia grande, e se as pessoas quiserem reduzir um pouco sua exposição por qualquer motivo, torna-se uma quantia significativa”, disse Sergi Lanau, vice-economista-chefe do Instituto Internacional de Finanças (IIF), com sede em Washington.

“Não é uma situação muito boa, mas seria muito pior se fosse dívida externa. Não estamos muito preocupados com o acúmulo de vencimentos. Se algo der errado naquele momento, você será exposto”, disse ele.

A análise do IIF mostra que a dívida interna do governo com vencimento em abril é de 3,7% do PIB, também um recorde histórico para um único mês.

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse não ver “nenhum problema” para o Tesouro rolar a dívida. Cerca de metade dos 600 bilhões de reais com vencimento no início do próximo ano já podem ser cobertos por uma entrada de caixa do banco central e de bancos do setor público, disse ele.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters