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Brasil acaba com proibição de Boeing 737 MAX, aviões podem voar até o final do ano

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A agência reguladora da aviação brasileira, ANAC, suspendeu na quarta-feira o encalhe do Boeing 737 MAX, após a liberação dos jatos pelos EUA para vôo, após um redesenho motivado por dois acidentes fatais que mataram 346 pessoas.

Brasil acaba com proibição de Boeing 737 MAX, aviões podem voar até o final do ano
Foto: (reprodução/internet)

ANAC libera o Boeing 737 MAX

Na terça-feira, a Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) definiu as condições para colocar os jatos aterrados de volta em serviço, incluindo novo treinamento e atualização do software MCAS implicado nos acidentes.

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O principal regulador do Brasil disse que a Gol Linhas Aéreas Inteligentes SA, única companhia aérea a operar o modelo no Brasil, está implementando as medidas necessárias para retomar os voos.

A Gol disse na semana passada que poderia voltar a voar com jatos Boeing 737 MAX até o final do ano.

Alguns reguladores aguardavam a decisão da EASA antes de suspender suas próprias medidas, enquanto a crise de segurança da Boeing de 20 meses testava a confiança na liderança da aviação dos EUA.

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O superintendente de aeronavegabilidade da ANAC, José Roberto Honorato, disse que o regulador brasileiro aplicaria as condições da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) para trazer o MAX de volta ao serviço e minimizou as diferenças entre os reguladores.

A EASA diferiu da FAA ao dizer que os pilotos poderiam impedir a vibração de um alarme “stick shaker” se disparasse acidentalmente, interrompendo uma distração que se pensava ter adicionado aos problemas das duas tripulações no manuseio dos voos fatais.

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Ele também emitiu uma restrição temporária ao uso do piloto automático, ao contrário dos Estados Unidos.

“Essas diferenças não são incomuns, especialmente em um projeto complexo de aeronaves como o 737 MAX”, disse ele à Reuters. “Não vamos ter diferenças com a FAA.”

A EASA representa os 27 países da União Europeia mais quatro outras nações, incluindo a Noruega, que tem 92 aeronaves encomendadas. Até 31 de dezembro, a EASA também representa a Grã-Bretanha, que deixou o bloco da UE em janeiro.

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O Canadá também deve suspender a proibição, mas a incerteza permanece sobre a China, o maior mercado para o jato e o primeiro a bani-lo em março de 2019.

Os voos nos Estados Unidos devem ser retomados em 29 de dezembro, enquanto na Europa o desembarque formal ocorrerá a partir de meados de janeiro.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters