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Política

Bolsonaro reconhece vitória de Biden e estende a mão para presidente eleito

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O presidente brasileiro Jair Bolsonaro parabenizou na terça-feira o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, por sua vitória nas eleições de 3 de novembro, finalmente aceitando a perda de Donald Trump, um ídolo político com quem ele procurava estreitar relações bilaterais.

Bolsonaro reconhece vitória de Biden e estende a mão para presidente eleito

Fonte: (Reprodução/Internet)

Reconhecimento

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A vitória de Biden e a relutância de Bolsonaro em reconhecê-la lançaram uma nuvem negra sobre as relações Brasil-Estados Unidos, que se aqueceram a ponto de discutir um acordo de livre comércio no ano passado.

Biden provavelmente assumirá uma posição mais dura em relação a Brasília em áreas como meio ambiente, direitos humanos e comércio, deixando o Bolsonaro de extrema direita ainda mais isolado no cenário global.

“Saudações ao presidente Joe Biden, com meus melhores votos e a esperança de que os EUA continuem sendo ‘a terra dos livres e a casa dos bravos’”, disse Bolsonaro em nota publicada pelo Itamaraty.

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“Estarei pronto para trabalhar com vocês e continuar a construir uma aliança Brasil-EUA, na defesa da soberania, democracia e liberdade no mundo, bem como na integração comercial.”

Bolsonaro, um ex-capitão do exército, foi um dos últimos líderes globais a reconhecer a vitória de Biden, o que só fez depois de confirmada pelo Colégio Eleitoral dos EUA na segunda-feira.

Ecoando Trump, Bolsonaro expressou anteriormente preocupações sobre a suposta fraude generalizada dos EUA na votação de novembro, sem citar evidências. Trump continuou a fazer alegações infundadas sobre fraude e se recusou a ceder.

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A vitória de Biden deixa Bolsonaro sem um aliado diplomático chave e mina ainda mais sua abordagem à pandemia COVID-19, cuja gravidade, como Trump, ele sempre procurou minimizar.

A nova pressão dos EUA para conter o desmatamento na Amazônia e estimular uma ação global contra a mudança climática já causou atrito com Bolsonaro, que se irritou com os comentários de Biden nesse sentido durante um debate presidencial pré-eleitoral.

Relações frias com Washington podem ironicamente empurrar Bolsonaro para mais perto da China, dizem alguns especialistas. 

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Cético de longa data com a China, Bolsonaro pode vir a confiar mais na segunda economia mundial – o maior parceiro comercial do Brasil – se as questões ambientais e de direitos humanos prejudicarem a agenda comercial Brasil-EUA.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters