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Opinião

Bolsonaro escolhe um professor negro para assumir o MEC. Irão criticá-lo também por isso?

Este é mais um ministro escolhido não pelo conchavo partidário.

Maycson Rodrigues

Publicado

em

Carlos Alberto Decotelli (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Desde que a pandemia chegou ao Brasil, o presidente da República vem sendo alvo de críticas dos progressistas que sofrem de amnésia e da falsa direita e de uma parte da direita que passou para o lado da oposição. Agora, surge um fato novo e a expectativa para a reação de boa parte da imprensa e dos opositores políticos é imensa.

Como os críticos odiosos do presidente farão neste caso? Será que a narrativa do presidente racista “supremacista branco” ainda cola? Como farão para falar mal do presidente usando este acontecimento? Será que vai ser convincente a argumentação de que Bolsonaro está tentando “melhorar a sua imagem perante a opinião pública escolhendo um negro para compor seu governo”?

Creio que a fala acima se trata de um racismo velado. Um negro não pode ter a capacidade de ocupar o dito cargo público por seus méritos?

E se disserem de forma debochada e pejorativa que ele está usando uma lógica de “cotas”? Não seria isso incoerente, uma vez que os que odeiam Bolsonaro são a favor da política de cotas raciais?

A imprensa afetada pelo vírus da “ideopatia progressista”, que tem ojeriza pela ditadura militar, mas não acha tão ruim assim outra forma de ditatura, como a do proletariado ou a do politicamente correto, terá certamente uma enorme dificuldade de criar uma manchete que contenha um aspecto negativo nesta notícia.

Até porque é mais fácil você encontrar um negro no governo do que na redação de muitos destes jornais.

Certamente vão vasculhar a vida do professor Carlos Alberto Decotelli da Silva para tentar apontar como uma escolha ideológica, insana e perversa do presidente que deseja “destruir a educação e o futuro do país”.

O grande ponto é que este governo, apesar de conter muitos erros, tem buscando romper com o status quo em diversos níveis na relação política com veículos de imprensa e políticos, desde o corte de verbas publicitárias da Rede Globo de Televisão a um início de governo sem negociar cargos nos ministérios.

Lembrando que este é mais um ministro escolhido não pelo conchavo partidário, e sim pelo aspecto técnico – e talvez seja o ministro mais técnico dentre os três que foram escolhidos para a pasta neste um ano e meio de governo.

Seja como for, sabemos que os opositores criticam quando há e quando não há motivos. Logo, não esperamos menos do que ilações ou notícias forçadas (tipo as fofocas do “Antagonista); este governo é o primeiro da história que a população conhece o nome de mais da metade dos ministros – o que é algo até positivo, dependendo do ponto de vista.

O desafio continua, principalmente para que a educação básica passe a apresentar melhores resultados e o aparelhamento político-ideológico diminua no ambiente do ensino superior e nós desejamos que o novo ministro tenha muito êxito em seu trabalho e que tenha o mínimo de paz para desempenhar da melhor forma a sua função.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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