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Política

“Baderneiros são caso de polícia”, afirma Mourão sobre atos “antifascistas”

“É lícito usar crimes para defender a democracia?”, questiona vice-presidente.

Michael Caceres

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Hamilton Mourão
Hamilton Mourão. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, classificou como “caso de polícia” as ações de vândalos em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, supostamente em “defesa” da democracia.

Mourão afirmou que estes devem ser “conduzidos debaixo de vara às barras da lei”.

Para o vice-presidente esses grupos estão sendo usados como armas políticas por alguns que “por suas posições na sociedade detêm responsabilidades institucionais”, dando sinal de que acredita haver figuras políticas por trás das ações criminosas destes grupos.

“Aonde querem chegar? A incendiar as ruas do País, como em 2013? A ensanguentá-las, como aconteceu em outros países? Isso pode servir para muita coisa, jamais para defender a democracia. E o País já aprendeu quanto custa esse erro”, apontou.

Em artigo publicado no Estadão, o vice-presidente destacou que só podem ter o Estado a seu serviço, aqueles que observam os princípios da vida pública, lembrando que atos como os que são praticados por extremistas de esquerda são crimes.

“Uma sociedade que se organiza politicamente em Estado só pode tê-lo verdadeiramente a seu serviço se observar os princípios que regem sua vida pública. Cabe perguntar se é isso que estamos fazendo no Brasil”, escreveu.

Mourão também questiona a licitude dos atos dos grupos que espalharam destruição nas cidades brasileiras.

“É lícito usar crimes para defender a democracia? Qual ameaça às instituições no Brasil autoriza a ruptura da ordem legal e social? Por acaso se supõe que assim será feito algum tipo de justiça?”, questionou.

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