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Sociedade

[ÁUDIO] Policial relata vergonha por operação contra “extremistas bolsonaristas”

“Não havia materialidade delituosa nenhuma na casa, foi vergonhoso”, disse.

Michael Caceres

Publicado

em

Objetos apreendidos (Foto: Divulgação/PCDF)

O relato de um policial da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que participou da operação de domingo (21) contra uma chácara apontada como “QG dos 300 do Brasil” ganhou repercussão na internet. No áudio, o agente relata estar envergonhado com a operação.

A suspeita era de que o imóvel servia para abrigar armas de fogo, explosivos, entre outros materiais que serviriam para dar uma narrativa bélica ao grupo que vem sendo apontado como “extremistas bolsonaristas”. No entanto, o local não tinha nenhum destes materiais.

Encontraram no local:

  • Bandeiras do Brasil;
  • Camisas em apoio ao armamento civil e outras escritas “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”;
  • Cartazes contra “a ditadura dos políticos profissionais”;
  • Uma máscara de ursinho feita de cartolina;
  • Uma faca sem ponta de uso rural;
  • Uma caixa com 12 fogos de artifício.

Para a operação da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor) foram mobilizados 30 policiais da Divisão de Operações Especiais (DOE) e da Divisão de Operações Aéreas (DOA), contando até mesmo com o apoio de um helicóptero.

No áudio, compartilhado no Twitter, o policial relatou que a operação foi “uma das situações mais vergonhosas da Polícia”, já que no local foram encontrados “dois senhores” e “não havia materialidade delituosa”, apesar de o delegado responsável ter fotografado objetivos comuns como se fossem criminosos.

“Entramos todos na casa, pesadão, de fuzil, e tinham dois senhores, só. Não havia materialidade delituosa nenhuma na casa, foi vergonhoso”, afirmou.

O policial diz que antes de entrar no local, que teve o portão arrancado, o delegado comunicou que poderia ser encontrado armamento pesado no imóvel. Ele diz ainda que haveria uma reunião entre os policiais para verificar uma maneira de não participarem destas operações.

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