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AstraZeneca busca rápida aprovação da vacina COVID-19 no Brasil

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AstraZeneca disse nesta quarta-feira que está trabalhando para oferecer sua vacina COVID-19 aos brasileiros o mais rápido possível, buscando aprovação regulatória no Brasil após autorização no Reino Unido.

AstraZeneca busca rápida aprovação da vacina COVID-19 no Brasil

Fonte: (Reprodução/Internet)

A busca pela aprovação

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A Grã-Bretanha se tornou na quarta-feira o primeiro país do mundo a aprovar a vacina contra o coronavírus desenvolvida pela Oxford University e AstraZeneca. A aprovação do Reino Unido oferece esperança ao Brasil, o que fez da vacina britânica barata e robusta a pedra angular de seu plano de vacinas amplamente criticado.

O presidente Jair Bolsonaro, um céptico proeminente do coronavírus que disse que não tomará nenhuma vacina COVID-19, está sob pressão para acelerar o lançamento do Brasil, uma vez que os pares regionais México e Chile já começaram a imunização.

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O instituto biomédico da Fiocruz, supervisionado pelo governo federal, fez parceria com a AstraZeneca nos testes e na produção de sua vacina, com planos de comprar 100 milhões de doses para o governo até junho e, eventualmente, produzi-la localmente.

A Fiocruz disse que buscará a aprovação para a vacina AstraZeneca em 15 de janeiro. Autoridades do Ministério da Saúde afirmam que as vacinações em todo o país podem começar em 20 de janeiro, na melhor das hipóteses.

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Em seu comunicado, a AstraZeneca disse que manteria o envio contínuo dos resultados dos testes em estágio final para buscar a aprovação regulatória total, mas não fez menção de buscar a aprovação para uso de emergência: um processo que a fabricante de vacinas Pfizer Inc descreveu como complicado no Brasil.

A aprovação do Reino Unido pode aumentar a pressão sobre a agência reguladora de saúde brasileira, Anvisa, para acelerar seus próprios processos de aprovação.

A Anvisa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

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Enquanto algumas vacinas, como a vacina COVID-19 da Pfizer, devem ser super-resfriadas a -70 graus Celsius (-94 Fahrenheit), a vacina da AstraZeneca precisa apenas de refrigeração normal, tornando-a uma candidata mais robusta para países em desenvolvimento como o Brasil.

Traduzido e adaptado por equipe O Verbo News
Fonte: Reuters