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Política

Aras se manifesta contra apreensão de celular de Bolsonaro

Procurador apontou que diligências são competência do Ministério Público.

Michael Caceres

Publicado

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O procurador-geral da República, Augusto Aras (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifestou nesta quinta-feira (28) contrário ao pedido de apreensão do celular do presidente da República, Jair Bolsonaro. O pedido havia sido encaminhado pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o procurador, a notícia-crime encaminhada pelos partidos PDT, PSB e PV, que requereram a apreensão do celular de Bolsonaro como meio de investigação para apurar suposta interferência criminosa do presidente na Polícia Federal não é legítima.

O PGR informou que não cabe a terceiros solicitar diligências em investigações penais, uma vez que isso é competência do Ministério Público. Apontando que os fatos narrados já são alvo de investigação em inquérito aberto por ele.

“Quanto às diligências requeridas pelos noticiantes [partidos], como sabido, a legislação processual não contempla a legitimação de terceiros para a postulação de medidas apuratórias sujeitas a reserva de jurisdição, relativas a supostos crimes de ação penal pública”, disse Aras.

Entre os pedidos feitos pelas legendas, também estão a apreensão de celulares do vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do presidente, além dos aparelhos de Moro, do ex-diretor da PF, Maurício Valeixo, e da deputada Carla Zambelli (PSL-SP).

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