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Opinião

Antirracismo: o mal não se vence com o mal

A luta não vai terminar se ambos se propõem obter vitória usando da mesma estratégia.

Maycson Rodrigues

Publicado

em

Policial com joelho no pescoço de George Floyd (Reprodução)

A luta política é legítima se fazemos uso das armas corretas. Quando alguém diz para você que é preciso lutar contra o racismo – que é crime na lei dos homens e pecado na lei de Deus – isso é importante; contudo, dependendo da forma que se enfrenta este mal, estará apenas alimentando a espiral de violência e ódio.

Primeiro precisamos considerar que o dito “lugar de fala” na luta contra o racismo é de todos os seres humanos que ainda conseguem praticar o amor e a compaixão. Essa história da militância raivosa de que só pode falar de racismo quem é negro é essencialmente motivada pelo espírito do orgulho e da segregação inversa.

Todos podem falar e se engajar, e ninguém deve se considerar vítima social no processo; são todos contra o sentimento e a prática racista.

Contudo, o que temos visto nas redes sociais [e também na mídia] é uma incitação ao revanchismo para se estabelecer uma espécie de “revisionismo histórico” e o louvor a formas violentas de se combater a violência.

Faz algum sentido isso?

Um capitão da Polícia, negro, de 77 anos, foi assassinado por manifestantes nos EUA. Alguém que milita contra o racismo acha razoável? Antirracista que mata um policial negro é o quê par ao movimento negro?

A Escritura é enfática quando trata da arma mais poderosa contra o mal. Paulo escreveu aos Romanos 12.21:

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”

Se alguém quer se arvorar na luta contra o racismo, que seja forma semelhante ao sentimento ou a mentalidade que havia em Jesus. Caso contrário, se o padrão a ser adotado é o do ressentimento, do orgulho e da vingança, que sigam o seu caminho, mas que a Lei os freie.

A lacração na rede social jamais mudará as coisas, bem como a incitação da violência política como remédio para curar este câncer social que se chama racismo.

Chega a soar hipócrita o discurso de quem quer igualdade racial e que, para isso, se propõe a usar das armas dos que promovem a discriminação, o preconceito e a segregação. A luta não vai terminar se ambos se propõem obter vitória usando da mesma estratégia.

Casado com Ana Talita, seminarista e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, serve no ministério dos adolescentes da Betânia Igreja Batista (Sulacap - RJ), na juventude da PIB de Vilar Carioca e no ministério paraeclesiástico chamado Entre Jovens. Em 2016, publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

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